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Petrobras fecha outubro com nível elevado de utilização das refinarias, de 98%, diz diretor

30 out 2026 - 17h20
Resumo
A Petrobras fechou outubro com 98% de utilização de suas refinarias, mantendo a operação próxima da capacidade máxima para reduzir a importação de derivados, sobretudo diesel. O ritmo acelerado busca aproveitar os altos preços do petróleo e o aumento das margens de derivados, beneficiando o caixa da empresa. O nível de refino deve seguir elevado até o fim do ano, com foco na gasolina em dezembro, alinhado à meta do futuro plano da estatal de tornar o país autossuficiente em diesel até 2030.

A ‌Petrobras manteve em outubro um elevado nível de utilização de suas refinarias, com fator de 98%, próximo dos 99% registrados no terceiro trimestre, buscando reduzir a necessidade de importações, disse à Reuters o diretor de Processos Industriais e Produtos da companhia, William França.

Segundo ele, as refinarias seguem operando próximas de sua capacidade máxima, ⁠respeitando as normas de segurança e sem comprometer as operações ou a segurança dos ‌trabalhadores.

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"Estamos fechando outubro com um FUT de 98%. Fizemos algumas pequenas paradas no parque que eram necessárias, como na Rnest. Nada muito grande", afirmou o ‌executivo.

Desde o início da guerra no Oriente Médio, ‌a Petrobras acelerou a produção de petróleo, buscando capturar os preços mais ⁠elevados do Brent, e também elevou o processamento de suas refinarias, reduzindo a necessidade de importação de derivados, especialmente óleo diesel.

A estatal chegou a utilizar uma "reserva técnica" de seu parque de refino e, em determinados momentos, operou acima de 100% da capacidade nominal.

Para novembro e dezembro, a expectativa é que o nível de ‌utilização das refinarias continue elevado e próximo do limite.

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Em dezembro, porém, a estatal deverá ‌alterar o "mix" de refino, ⁠com maior produção de ⁠gasolina para atender à demanda do verão brasileiro e menor oferta de diesel, diante da ⁠redução do consumo do combustível após o ‌fim do plantio de verão.

"A ‌importação de diesel em dezembro deve ficar em quase zero, com a menor demanda pelo fim da safra", disse.

2027, COM IMPACTO DE PARADA NA REPLAN

A perspectiva é que o nível de utilização permaneça alto em novembro e ⁠dezembro, mas recue no primeiro semestre de 2027 devido a uma parada programada combinada com obras de ampliação da Replan.

A intervenção deverá durar cerca de dois meses, entre março e abril, segundo França.

"Vamos ter que puxar mais as outras refinarias, mas não será suficiente para ‌manter perto de 100%. Deve baixar para cerca de 96%, o que é muito alto para o histórico da companhia", afirmou.

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França disse que as margens de ⁠derivados tiveram papel importante no período, beneficiadas pelo alto nível de utilização das refinarias e pelos spreads de diesel.

"O grande mocinho dessa vez no terceiro trimestre foi a margem de derivados", afirmou. "Tivemos um nível perto de 100% e aproveitamos o spread do diesel, que estava bastante alto, quase o preço do Brent."

"Produzimos mais, vendemos mais e com preço melhor. Isso ajuda no caixa da companhia, a margem de derivados subiu bastante. Isso vai alavancar o desempenho financeiro", acrescentou.

O novo plano de negócios da Petrobras, previsto para ser divulgado em novembro, deverá contemplar investimentos destinados a tornar o Brasil autossuficiente em diesel a partir de 2030. Atualmente, segundo França, o país importa cerca de 30% de sua demanda pelo combustível.

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