Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram para 199 mil na última semana, ficando abaixo do teto de 200 mil pela quinta vez seguida e superando as expectativas. O cenário reflete um mercado estável de "baixa contratação e baixa demissão", com desemprego a 4,2%. Segundo o Federal Reserve, as empresas evitam cortes em massa, mas desaceleram contratações devido à inflação, tarifas e adoção de IA, enquanto a duração mediana do desemprego atingiu 11,5 semanas, perto do recorde em 4 anos e meio.
O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou ligeiramente na semana passada, em um contexto de baixo número de demissões em massa que mantém o mercado de trabalho estável.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram 1.000, para 199.000 (valor ajustado sazonalmente), na semana encerrada em 10 de outubro, informou o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters haviam previsto 200.000 pedidos para a última semana.
Foi a quinta semana consecutiva em que os pedidos permaneceram abaixo do nível de 200.000, em linha com o que os economistas descreveram como um mercado de trabalho de "baixa contratação e baixa demissão".
O relatório "Livro Bege" do Federal Reserve, divulgado na quarta-feira, descreveu as condições do mercado de trabalho como "pouco alteradas" entre o final de agosto e o início de outubro, com a oferta de mão de obra "geralmente adequada para atender à demanda".
Mas o relatório também observou escassez persistente "de trabalhadores especializados, técnicos e qualificados", acrescentando que cinco distritos relataram que "algumas empresas haviam reduzido seus quadros de funcionários, por meio de rotatividade natural, adiado contratações ou previsto uma menor criação de empregos após aumentar a produtividade por meio de investimentos em IA".
O mercado de trabalho está sendo sustentado por baixos índices de demissões em massa, com o lado das contratações em baixa, à medida que os empregadores lidam com o que os economistas chamam de "ventos contrários" decorrentes das tarifas comerciais e do aumento dos preços causado pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã. O governo divulgou na quarta-feira um aumento acentuado na inflação ao consumidor em setembro.
O relatório sobre os pedidos de auxílio-desemprego mostrou que o número de pessoas recebendo o benefício após a primeira semana de auxílio — um indicador de contratações — caiu em 4.000, para 1,71 milhão (ajustado sazonalmente) na semana encerrada em 3 de outubro.
Os chamados pedidos contínuos, no entanto, não incluem recém-formados e outras pessoas que não têm direito aos benefícios devido a um histórico profissional curto ou inexistente.
Alguns desempregados de longa duração podem ter esgotado seu direito ao benefício, que é limitado a 26 semanas na maioria dos Estados, mantendo os pedidos contínuos em níveis baixos. A duração mediana do desemprego foi de 11,5 semanas em setembro, próxima da maior marca em 4 anos e meio. A taxa de desemprego ficou em 4,2% no mês passado.