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Paraguai começa a devolver dinheiro aos correntistas do Ueno Bank

Intervenção na instituição deixou cerca de três milhões de clientes sem acesso aos recursos e agravou crise que levou a processo de impeachment contra o presidente Santiago Peña

6 nov 2026 - 18h19
Resumo
O Banco Central do Paraguai iniciou o ressarcimento aos 3 milhões de clientes do Ueno Bank, cuja intervenção por insolvência desencadeou uma crise política nacional. O caso motivou protestos e levou o presidente Santiago Peña a anunciar sua renúncia, ainda travada no Congresso por falta de quórum. Peña também enfrenta impeachment por conflito de interesses, fiscalização inadequada e responsabilidade na crise, já que foi acionista do grupo ligado à instituição financeira até março de 2025.

O Banco Central do Paraguai começou a pagar adiantamentos aos correntistas do Ueno Bank, cuja intervenção deixou cerca de três milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e desencadeou uma crise política no país. A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 6, à AFP pelo responsável pelo Fundo de Garantia de Depósitos (FGD).

"O processo de pagamento dos adiantamentos de garantia aos depositantes do Ueno Bank começou na quinta-feira à tarde", afirmou José Maciel, diretor da Unidade Administradora do FGD do Banco Central.

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A crise política se agravou na quinta-feira, 5, quando o presidente Santiago Peña anunciou que deixaria o cargo. A renúncia, porém, ainda não foi aprovada pelo Congresso. A sessão conjunta convocada para analisar sua saída ficou sem quórum, e Peña permanece formalmente na Presidência. O mandatário também enfrenta um processo de impeachment.

O impasse está relacionado à intervenção do Banco Central no Ueno Bank, instituição que enfrentava problemas de solvência e mantinha vínculos com o grupo empresarial do qual Peña foi acionista até março de 2025.

O fechamento do banco bloqueou recursos de clientes e fundos públicos, provocando protestos no país.

As acusações apresentadas pelos deputados no processo de impeachment envolvem supostas responsabilidades de Peña na crise financeira, conflitos de interesse e questões relacionadas à fiscalização da instituição. / AFP

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