As taxas dos DIs fecharam em queda nesta sexta-feira, refletindo a reação do mercado aos rumos da política econômica no novo mandato de Lula e a dados fortes de emprego nos EUA. O presidente defendeu o equilíbrio entre responsabilidade fiscal e social, enquanto o governo prepara medidas econômicas após o Banco Central pausar o corte de juros por incertezas fiscais. No exterior, os EUA criaram 165 mil vagas de trabalho, superando amplamente as expectativas e reduzindo a taxa de desemprego.
As taxas dos DIs fecharam a sexta-feira em queda, com investidores avaliando as perspectivas para a política econômica no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao mesmo tempo em que digeriam os últimos dados de emprego dos Estados Unidos.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,305%, ante o ajuste de 14,325% da véspera. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,015%, ante 15,075% da sessão anterior.
Os investidores seguem acompanhando as sinalizações sobre os possíveis rumos da economia no novo mandato do presidente Lula. Mais cedo, Lula disse que seu governo tem responsabilidade fiscal, mas que também leva em conta a responsabilidade social.
Durante discurso durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), Lula fez ainda a avaliação de que a dívida brasileira não é tudo o que parece e afirmou que busca transformar o Brasil em uma potência, para que o país não dependa da China ou dos Estados Unidos.
As declarações de Lula acontecem após o presidente ter se reunido na véspera com autoridades e conselheiros para debater agenda econômica, quando pediu que seus ministros afunilem medidas para serem validadas apenas após viagem do petista ao exterior, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
O encontro ocorreu um dia após o Banco Central ter interrompido o ciclo de cortes de juros em meio a incertezas sobre o futuro da equipe econômica e da política fiscal de Lula depois de sua reeleição, o que tem provocado turbulência em indicadores e cobranças de agentes do mercado e economistas.
No exterior, o destaque foi o relatório de emprego dos EUA. A economia norte-americana abriu 165 mil postos de trabalho no mês passado, após 60 mil em setembro, informou o Departamento do Trabalho do país. Economistas consultados pela Reuters previam criação de 65 mil empregos, após 29 mil em setembro divulgado anteriormente. A taxa de desemprego caiu em relação aos 4,2% registrados em setembro.