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Nasdaq tem maior queda diária em 19 meses com temor sobre regulamentações relacionadas à IA

5 nov 2026 - 18h30
(atualizado às 19h05)
Resumo
O Nasdaq despencou 5,52% e entrou em correção técnica, registrando sua maior queda diária em 19 meses, puxado pelo tombo de gigantes como Nvidia e Qualcomm. O movimento refletiu o temor de regulações mais duras sobre a inteligência artificial e a expansão de data centers após vitórias democratas no Congresso dos EUA. A liquidação geral fez o S&P 500 perder US$ 3 trilhões em valor de mercado, sob o impacto adicional de declarações do Fed que sugerem novas altas nas taxas de juros americanas.

O índice Nasdaq Composite encerrou a sessão de ‌quinta-feira com forte queda, registrando sua maior baixa em um único dia nos últimos 19 meses e confirmando que se encontrava em fase de correção, à medida que as fabricantes de chips afundaram devido aos temores de uma regulamentação mais rígida em relação à IA, após os democratas terem conquistado o controle do Congresso dos EUA.

As vitórias democratas na terça-feira, inclusive em Estados onde a oposição a novos data centers tem se ⁠intensificado, alimentaram preocupações de que uma regulamentação mais rígida possa desacelerar a expansão da infraestrutura de IA, que ‌ajudou a elevar as ações a níveis recordes neste ano.

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A Nvidia caiu mais de 9%, enquanto o índice Philadelphia SE Semiconductor despencou mais de 12%.

A onda de vendas evaporou US$3 trilhões em valor de mercado ‌das empresas do S&P 500.

O Nasdaq Composite registrou sua maior queda ‌diária desde o anúncio das tarifas do "Dia da Libertação" do presidente Donald Trump, em abril de 2025. ⁠O índice também confirmou uma correção técnica, ou seja, uma queda de 10% em relação ao seu fechamento recorde de 6 de outubro.

"Os investidores parecem estar reconhecendo que alguns membros recém-eleitos do Congresso e governadores pretendem desacelerar o ritmo do desenvolvimento da infraestrutura de IA", disse Melissa Brown, diretora global de pesquisa de decisões de investimento da SimCorp.

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"Embora pareça improvável que consigam interromper totalmente esse processo, qualquer desaceleração geraria preocupações, pois o ‌crescimento da IA tem dependido, em grande parte, da rápida construção da infraestrutura de apoio."

Embora as fabricantes de chips ‌que fornecem componentes para data centers ⁠de IA tenham estado ⁠entre as que mais caíram, outras ações de grande capitalização do setor de tecnologia também perderam terreno após a alta registrada ⁠na quarta-feira. A Meta caiu 4%, enquanto a Amazon.com e ‌a Alphabet caíram 2,2% cada uma.

As ‌empresas de data centers IREN e Applied Digital desabaram mais de 14%, enquanto a CoreWeave registrou queda de quase 10%.

As empresas de serviços públicos e fornecedoras de equipamentos com exposição à IA, GE Vernova e Constellation Energy, caíram 7,5% e 2,5%, respectivamente.

A Tesla e a SpaceX, ambas de Elon Musk, ⁠registraram quedas. Musk gastou quase US$0,5 bilhão apoiando candidatos republicanos nas eleições de meio de mandato.

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A Qualcomm tombou 9,5% depois que a fabricante de chips ficou aquém das estimativas de Wall Street para as vendas de chips para smartphones no quarto trimestre.

"Parece que estamos na fase de capitulação das ações beneficiadas pelos investimentos em data centers, especialmente as de semicondutores", disse Jed Ellerbroek, ‌gestor de portfólio da Argent Capital Management. "Mas acho que a magnitude desses movimentos é exagerada."

O S&P 500 recuou 4,36%, encerrando o pregão em 7.353,73 pontos.

O Nasdaq tombou 5,52%, para 24.315,00 pontos, enquanto o Dow ⁠Jones Industrial Average caiu 3,44%, para 51.523,06 pontos.

Após a onda de vendas desta quinta-feira, o S&P 500 continua com alta de 7,4% em 2026, enquanto o Nasdaq registra alta de 4,6%.

Na quarta-feira, o S&P 500 registrou seu maior ganho percentual em um único dia nos últimos três meses, à medida que a incerteza política diminuiu, impulsionando o apetite pelo risco.

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Alguns analistas afirmaram que um governo dividido em Washington poderia levar a menos mudanças legislativas drásticas e tornar mais difícil chegar a um acordo sobre os gastos fiscais.

A presidente do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, e o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, sugeriram a possibilidade de futuros aumentos nas taxas em comentários feitos nesta quinta-feira.

O foco estará nos dados de empregos não agrícolas dos EUA referentes a outubro, que serão divulgados na sexta-feira. Atualmente, os operadores esperam que o Fed aumente as taxas no próximo mês, após a alta de setembro.

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