A Vivara registrou lucro líquido de R$ 114,8 milhões no terceiro trimestre, queda anual de 38,7% decorrente de uma base comparativa inflacionada por créditos tributários em 2024, mas em linha com as projeções do mercado. O Ebitda ajustado recuou 22,4%, para R$ 132,7 milhões, enquanto a receita líquida subiu 4,3%, atingindo R$ 692,9 milhões, impulsionada pelos segmentos de relógios e Life, apesar da desaceleração no crescimento de vendas mesmas lojas e da compressão na margem bruta para 65%.
A rede de joalherias Vivara teve lucro líquido de R$114,8 milhões no terceiro trimestre, queda de 38,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira.
O resultado ficou pouco acima da estimativa de analistas, mas o terceiro trimestre do ano passado foi beneficiado por créditos extemporâneos de PIS/Cofins de R$39 milhões.
Analistas, em média, esperavam que a Vivara reportasse lucro líquido de R$111 milhões no período, segundo dados da LSEG.
O Ebitda reportado somou R$106 milhões, com margem de 15,3%, ante R$210 milhões um ano antes. Sem os lançamentos não recorrentes do trimestre, que tiveram impacto negativo de R$26,6 milhões, o Ebitda ajustado foi de R$132,7 milhões, recuo de 22,4% na comparação anual, após excluir os créditos do ano passado.
A receita operacional líquida chegou a R$692,9 milhões, alta de 4,3%. A receita bruta somou R$867,4 milhões, com alta de 7,7%. Os relógios cresceram 15,5%, e a categoria Life, 10,3%. A categoria de joias, que representa cerca de metade da receita, avançou 2,1%.
As vendas mesmas lojas cresceram 4,4%, desaceleração ante o ritmo de 10,7% de um ano antes.
A margem bruta reportada foi de 65,0%, ante 71,3% no terceiro trimestre de 2025, reflexo dos lançamentos do período e de uma base de comparação mais alta.