A MRV&Co informou nesta quarta-feira que assinou um memorando de entendimento com a JiveMauá Real Estate para a estruturação de operação de venda de três ativos imobiliários da companhia, com valor potencial de R$166 milhões.
A transação envolve os ativos Luggo Pampulha (118 unidades), Luggo Mauá (119 unidades) e Luggo Samambaia (200 unidades), que deverão integrar um fundo de investimento imobiliário a ser constituído (FII), conforme o comunicado da MRV&Co.
A operação "está alinhada à nossa estratégia de geração de caixa, desalavancagem e simplificação operacional da MRV&Co", afirmou a empresa, acrescentando que a venda dos ativos encerra o ciclo da antiga safra de projetos da Luggo.
A Luggo é uma subsidiária que oferece empreendimentos projetados e desenvolvidos especificamente para o mercado de aluguel para, posteriormente, serem integralmente vendidos a um FII, conforme informações no site da MRV&Co.
Na bolsa paulista, por volta de 12h15, as ações da MRV&Co subiam 3,1%, a R$4,99, entre os destaques positivos do Ibovespa, que recuava 0,29%.
De acordo com analistas do JPMorgan, o anúncio é um passo na direção da desalavancagem, mas seu impacto sobre a dívida líquida consolidada da MRV é limitado, o que deve manter os investidores focados na geração de fluxo de caixa livre operacional como principal fator para a desalavancagem orgânica.
"A geração recorrente de fluxo de caixa livre (FCF) da companhia tem sido decepcionante: dados do primeiro semestre de 2026 mostram que as operações da MRV no Brasil geraram apenas cerca de R$42 milhões em FCF, desconsiderando os efeitos da cessão de recebíveis", afirmaram em relatório.
A equipe do banco norte-americano também destacou que se trata da primeira venda relevante de ativos da Luggo desde 2021.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)