O reajuste no teto do programa Minha Casa Minha Vida, válido a partir de 2026, amplia o limite de financiamento, facilita o acesso a imóveis e promete impulsionar lançamentos imobiliários, especialmente para famílias das faixas 1 e 2.
Famílias com renda de até R$ 4.700 passam a contar com um limite de financiamento maior para realizar o sonho da casa própria. O reajuste do teto do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) promete destravar lançamentos imobiliários e aumentar a oferta de imóveis em 2026.
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As novas regras, que passam a valer em 1º de janeiro, têm impacto direto para famílias das faixas 1 e 2 do programa, que vinham enfrentando dificuldades para encontrar unidades dentro do teto anterior.
Com o reajuste, o valor máximo do financiamento imobiliário vai variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, dependendo do porte e do tamanho da população do município. Os valores representam elevação que varia entre 4% e 6%.
- Municípios com mais de 750 mil habitantes: de R$ 255 mil para R$ 270 mil;
- Entre 300 mil e 750 mil habitantes: de R$ 250 mil para R$ 255 mil;
- Entre 100 mil e 300 mil habitantes: de R$ 230 mil para R$ 245 mil.
Para quem faz parte da faixa 3 (renda familiar de até R$ 8,6 mil) do programa, o limite do valor do imóvel em todo o Brasil é de R$ 350 mil. Acima dessa renda, até R$ 12 mil (faixa 4 do programa), o teto é de R$ 500 mil.
Murilo Arjona, especialista em financiamento imobiliário, afirma que a atualização era urgente diante da alta acumulada dos custos da construção civil e da valorização de terrenos em regiões metropolitanas. “O mercado já não conseguia mais ofertar imóveis compatíveis com o limite antigo. Com o reajuste aprovado, famílias que estavam sendo excluídas voltam a ter acesso ao programa.”
O que muda para o comprador?
Para o comprador, os efeitos são imediatos: mais imóveis passam a se enquadrar no programa, ampliando as opções disponíveis. Além disso, a elevação do teto tende a reduzir a competição por poucas unidades dentro do limite anterior, o que favorece famílias que enfrentam longas listas de espera.
“O aumento do teto torna o programa ainda mais acessível. No Minha Casa Minha Vida, especialmente na faixa 2, as taxas são tão baixas que chegam a ser praticamente negativas quando comparadas à inflação do período. Por isso, sempre digo que: se a pessoa pode comprar, ela deve comprar”, acrescenta Murilo Arjona.
A decisão também deve impulsionar novas construções. Em regiões metropolitanas, onde o preço do metro quadrado cresceu acima da média nacional, o reajuste pode destravar lançamentos e reduzir gargalos de oferta.
Cláudio Duarte, vice-presidente de Habitação de Interesse Social da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), afirma que a medida fortalece a política habitacional ao permitir que mais famílias tenham acesso a imóveis compatíveis com suas necessidades e com a dinâmica urbana de suas regiões.
“O reajuste contribui para garantir que o Minha Casa, Minha Vida continue atendendo às necessidades reais das famílias beneficiárias.”