Mercosul-UE: acordo ganha urgência no Senado e vai direto ao plenário, sem passar por comissão

Governo prevê para maio início da vigência do acordo; União Europeia já decidiu aplicar provisoriamente o tratado

4 mar 2026 - 10h36

BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), colocou nesta quarta-feira, 4, o acordo entre Mercosul e União Europeia sob regime de urgência, o que fará com que ele seja votado diretamente em plenário.

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Antes, estava prevista também uma votação no colegiado, mas, com a decisão, a sessão foi cancelada. A análise em plenário está marcada para a tarde desta quarta.

Na semana passada, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou prever para maio o início da vigência do acordo.

Análise em plenário do acordo Mercosul-UE está marcada para a tarde desta quarta
Análise em plenário do acordo Mercosul-UE está marcada para a tarde desta quarta
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado / Estadão

Segundo ele, após a aprovação no Senado e a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será preciso esperar 60 dias para o acordo entrar em vigência. "Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio o acordo já pode entrar em vigência", disse o vice-presidente.

A União Europeia já decidiu aplicar provisoriamente o acordo, que cria a maior zona de livre comércio entre dois blocos regionais do mundo, com os países do Mercosul que já concluíram a ratificação interna — por enquanto, Uruguai e Argentina. Alckmin citou expectativas da indústria de móveis de aumentar em 20% as exportações para a Europa já no primeiro ano do acordo.

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Trabalhando com a perspectiva de vigência provisória do acordo a partir de maio, o governo brasileiro concluiu o decreto de regulamentação das salvaguardas. A assinatura do texto está prevista para esta quarta-feira.

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