Após duas sessões de fortes ganhos, o petróleo recua nesta sexta-feira (25), diante dos relatos de que Washington e Teerã discutem um acordo gradual para encerrar o conflito no Oriente Médio e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte global de petróleo.
Os mercados globais encerram semana em tom positivo, mas sem abandonar a cautela diante da alta dos rendimentos dos Treasuries e da volatilidade do petróleo. O foco dos investidores permanece sobre os riscos de inflação, enquanto sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã reduzem parte da tensão no mercado de energia.
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Após duas sessões de fortes ganhos, o petróleo recua nesta sexta-feira (25), diante dos relatos de que Washington e Teerã discutem um acordo gradual para encerrar o conflito no Oriente Médio e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte global de petróleo. Com a redução do prêmio de risco, o Brent volta a ser negociado próximo dos US$ 105 por barril.
Segundo a Reuters, a proposta em discussão prevê a reabertura do Estreito pelo Irã em troca do fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos. O entendimento poderia começar com a adoção simultânea das duas medidas. Teerã também busca acesso a ativos congelados e sinaliza flexibilidade na cobrança de taxas de trânsito, mas mantém a exigência de preservar o controle administrativo sobre a passagem estratégica.
O movimento do petróleo ajuda a sustentar o apetite por risco nas Bolsas. Em Nova York, os índices futuros operam em alta, embora o Dow Jones caminhe para registrar a quarta semana consecutiva de queda. Na Europa, os principais índices também avançam e tentam fechar a semana em terreno positivo, apoiados pela devolução dos ganhos recentes da commodity.
No Brasil, a inflação ganha protagonismo nesta sexta-feira com a divulgação do IPCA-15 de setembro, que avançou 0,70% no mês, após o efeito extraordinário do bônus de Itaipu ter contribuído para a forte deflação registrada em agosto.
A agenda do governo e a revisão das regras do setor de apostas também está entre os principais eventos do dia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve assinar nesta sexta-feira, em São Paulo, uma medida provisória que prevê a proibição das apostas esportivas online e dos cassinos digitais.
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