IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,70% em setembro, acima do esperado

Mercado esperava aceleração de 0,53% no mês, segundo pesquisa 'Projeções Broadcast'; maior variação e o maior impacto positivo vieram de habitação, com alta na conta de luz

25 set 2026 - 09h23
(atualizado às 09h45)
Resumo
A prévia da inflação oficial do Brasil, o IPCA-15, acelerou 0,70% em setembro, superando o teto das projeções do mercado e acumulando alta de 4,47% em 12 meses. O avanço foi impulsionado pela alta generalizada nos nove grupos pesquisados pelo IBGE, destacando-se o setor de habitação, que subiu 2,07%. O principal impacto individual veio da energia elétrica residencial (7,42%), após o encerramento do Bônus de Itaipu, além das pressões registradas nos custos de transportes e de alimentação e bebidas.

RIO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação oficial do País, subiu 0,70% em setembro, após ter recuado 0,40% em agosto, informou nesta sexta-feira, 25, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado ficou acima do esperado. Segundo a mediana das estimativas do mercado, medida pela pesquisa Projeções Broadcast, o índice deveria acelerar a 0,53% em setembro. As projeções variavam de 0,45% a 0,66%.

Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 3,82% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 4,47%, ante taxa de 4,24% até agosto.

IPCA-15 registrou aumento de 3,82% no acumulado do ano
IPCA-15 registrou aumento de 3,82% no acumulado do ano
Foto: Ed Ferreira/Estadão / Estadão

Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em setembro. A maior variação e o maior impacto positivo vieram de habitação (2,07% e 0,31 ponto porcentual). As demais variações ficaram entre o 0,03% de educação e o 0,96% de despesas pessoais.

No grupo habitação, o principal e maior impacto individual no índice do mês (0,29 p.p.) veio da energia elétrica residencial, que, após a queda de 6,25% em agosto, subiu 7,42% em setembro, com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês anterior. A vigência da bandeira tarifária amarela mantém-se em setembro, adicionando R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.

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Já os preços de transportes subiram 0,60% em setembro, após queda de 1% em agosto. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,12 ponto porcentual para o IPCA-15.

Os preços de combustíveis tiveram alta de 0,22% em setembro, após recuo de 1,43% no mês anterior. A gasolina subiu 0,30%, após ter registrado queda de 1,23% em agosto, enquanto o etanol recuou 0,22% nesta leitura, após queda de 3,63% na última.

O Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA-15 com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.

Os preços de alimentação e bebidas aumentaram 0,40% em setembro, após queda de 0,57% em agosto. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,09 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,70% no mês.

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Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,38% em setembro, após ter recuado 0,97% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,44%, ante alta de 0,42% em agosto.

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