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Mercado espera turbulência na Bolsa após reeleição de Lula; Dólar dispara

EWZ, ETF brasileiro negociado no exterior, despenca 26% no pré-mercado

26 out 2026 - 09h53
Resumo
A reação do mercado à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva reflete as preocupações dos investidores com a trajetória das contas públicas e a perspectiva de continuidade de uma política fiscal expansionista, com dólar em disparada, juros futuros em alta e risco de circuit breaker na B3.
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil

A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), com 51,79% dos votos ante 48,21%, desencadeia forte pressão sobre os ativos brasileiros nesta segunda-feira (26). A reação reflete as preocupações dos investidores com a trajetória das contas públicas e a perspectiva de continuidade de uma política fiscal expansionista, com dólar em disparada, juros futuros em alta e risco de circuit breaker na B3.

Os primeiros sinais de aversão ao risco apareceram antes da abertura do mercado brasileiro. Às 8h23, o EWZ, ETF negociado nos Estados Unidos que acompanha ações brasileiras, caía 26,15% no pré-mercado, a US$ 31,45. 

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Na abertura, o dólar à vista avançava 8,65%, a R$ 5,42, enquanto o dólar futuro subia 9,16%, a R$ 5,43. O Ibovespa futuro recuava 14,84%, aos 177.215 pontos, e os juros futuros também registravam forte alta. Mais cedo, derivativos negociados na CME indicavam o dólar a R$ 5,55.

A intensidade dos movimentos coloca no radar a possibilidade de acionamento do circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de quedas expressivas do Ibovespa. A última ocorrência foi em março de 2020, no início da pandemia de Covid-19. 

O cenário contrasta com o observado após o primeiro turno, quando o índice chegou a subir 9,1% durante o pregão e encerrou a sessão com alta de 7,7%, próximo dos 210 mil pontos.

No exterior, as bolsas operam com viés positivo, enquanto investidores acompanham as decisões de juros do Federal Reserve (Fed), do Banco do Canadá, do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco do Japão (BoJ), além dos balanços de grandes empresas de tecnologia.

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Em Nova York, os índices futuros operam em alta, com o mercado de olho nos balanços das gigantes de tecnologia, que devem trazer sinais sobre a força dos investimentos em inteligência artificial (IA), enquanto na Ásia os mercados encerraram a sessão sem direção única, em meio à cautela com as tensões no Oriente Médio, a alta do petróleo e a expectativa pelas decisões de juros do Fed, BCE e BoJ nesta semana.

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