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Machado, do BCE, adverte contra flexibilização dos requisitos de capital para bancos

3 nov 2026 - 06h57
(atualizado às 10h54)
Resumo
Pedro Machado, supervisor do Banco Central Europeu, rejeitou os pedidos do setor financeiro para afrouxar os requisitos de capital criados após a crise de 2008. Apesar da pressão dos bancos europeus, que alegam desvantagem competitiva frente aos rivais norte-americanos, Machado defendeu a manutenção de salvaguardas rígidas para evitar que os riscos sejam subestimados. Ele destacou a falta de provas sobre os benefícios dessa redução, apoiando apenas alívios burocráticos a instituições menores.

Os bancos europeus ‌não devem esperar que os reguladores enfraqueçam as principais salvaguardas de capital pós-crise como parte dos esforços para simplificar as regras bancárias, afirmou nesta terça-feira o supervisor do Banco Central Europeu Pedro ⁠Machado, argumentando que tais medidas de proteção impedem ‌que as instituições financeiras subestimem os riscos.

Enquanto a Europa debate como reduzir a burocracia e ‌impulsionar os empréstimos, Machado se ‌opôs aos pedidos de partes do ⁠setor bancário para reduzir os requisitos de capital introduzidos após a crise financeira global de 2008.

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Em particular, ele defendeu o "limite mínimo de capital", uma regra global que limita o quanto os bancos ‌podem reduzir os requisitos de capital ao utilizar ‌seus próprios modelos ⁠internos para ⁠quantificar riscos.

"Devemos manter padrões rigorosos de capital, preservar o ⁠papel do limite ‌mínimo de capital como ‌mecanismo de proteção aos modelos internos e continuar a lidar com os custos da resolução, para que a expansão não ocorra às ⁠custas do contribuinte", afirmou ele em uma conferência financeira.

Os bancos europeus intensificaram o lobby por regras mais flexíveis, argumentando que enfrentam uma desvantagem competitiva em relação ‌aos rivais norte-americanos e que a flexibilização dos requisitos poderia liberar mais financiamento para a economia.

Mas ⁠Machado afirmou que os estudos oferecem poucas evidências de que requisitos de capital mais baixos gerariam benefícios econômicos significativos e questionou as alegações de que os grandes bancos norte-americanos operam sob um regime substancialmente mais flexível.

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Ele reafirmou, no entanto, o apoio do BCE a medidas de alívio direcionadas para instituições financeiras de menor porte, que reduziriam os encargos de prestação de contas e supervisão sobre elas sem diminuir os padrões prudenciais.

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