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Itaú vê condições econômicas piores para 2027, mas tem portfólio bem posicionado para qualquer desafio, diz CEO

4 nov 2026 - 10h12
Resumo
O Itaú Unibanco projeta um cenário econômico adverso para 2027, com juros altos, menor crescimento e risco de desemprego. Apesar dessas preocupações e do endividamento das famílias, o CEO Milton Maluhy Filho afirma que a instituição está preparada para enfrentar os desafios devido a uma carteira de crédito resiliente e focada em garantias. O banco reforçou sua solidez ao reportar lucro de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre, mantendo índices de inadimplência abaixo da média do mercado.

O ‌Itaú Unibanco vê condições econômicas piores no cenário para 2027, mas tem um portfólio de crédito muito bem posicionado, afirmou nesta quarta-feira o presidente-executivo do Itaú Unibanco, ⁠Milton Maluhy Filho.

"Não somos imunes, naturalmente, temos ‌uma carteira de R$1,5 trilhão... mas nosso portfólio está muito bem posicionado ‌para enfrentar qualquer que seja ‌o desafio", afirmou em coletiva ⁠de imprensa sobre o balanço divulgado na véspera. 

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O executivo chamou a atenção para o movimento de revisão de economistas apontando menor crescimento econômico, possivelmente aumento do desemprego ‌e taxas de juros em patamar restritivo por ‌um prazo mais ⁠prolongado.

"Isso, ⁠aliado a uma economia em que as pessoas, as ⁠famílias já ‌estão com comprometimento ‌de renda mais alto e as empresas precisando se refinanciar numa taxa de juros mais elevada, claro que desperta ⁠preocupações em relação ao cenário para 2027."

Ele ressaltou, porém, que o banco tem um portfólio posicionado em clientes mais resilientes, com produtos ‌adequados, mais garantidos no varejo e nos outros segmentos do atacado onde também ⁠consegue ter garantia quando necessário, incluindo o agro.

"Não estamos imunes, nunca fomos imunes, mas acho que o banco tem entregado resultados consistentes", reforçou. 

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O banco reportou na véspera lucro líquido recorrente de R$12,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 6,2% em relação ao mesmo período de 2025, em linha com as previsões no mercado, com níveis de inadimplência abaixo do mercado.

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