O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as tarifas de 25% e 12,5% sobre a importação de produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, chamando-as de "infundadas", e afirmou que o governo avalia medidas de reciprocidade. Em artigo publicado neste domingo no Washington Post, Lula rebateu argumentos da gestão Donald Trump e declarou que "ninguém vai nos derrotar com base em mentiras".
O presidente disse ainda que pretende continuar o diálogo com o governo Trump.
"Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras", escreveu o presidente no artigo reproduzido em sua conta no X.
Artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado neste domingo no jornal Washington Post
As tarifas dos EUA contra o Brasil são um erro estratégico
Há um ano, fui surpreendido pela publicação, em uma plataforma digital, de carta do Presidente Donald Trump que impunha… pic.twitter.com/GIGeFUy23e
— Lula (@LulaOficial) July 26, 2026
O artigo ainda afirma que as justificativas do presidente Donald Trump para as tarifas "são infundadas". Ele destacou que o Pix "não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital". Ele acrescentou que seu governo reduziu "drasticamente" o desmatamento e destacou que "liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade nas plataformas de redes digitais".
"Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la. Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência", conclui o artigo.