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Lula critica tarifas dos EUA e diz que 'ninguém vai nos derrotar com mentiras'

Em artigo no Washington Post, presidente rebate argumentos de Trump, avalia reciprocidade e condena "interferência externa"

26 jul 2026 - 12h51
(atualizado às 13h01)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as tarifas de 25% e 12,5% sobre a importação de produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos, chamando-as de "infundadas", e afirmou que o governo avalia medidas de reciprocidade. Em artigo publicado neste domingo no Washington Post, Lula rebateu argumentos da gestão Donald Trump e declarou que "ninguém vai nos derrotar com base em mentiras".

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O presidente disse ainda que pretende continuar o diálogo com o governo Trump.

"Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras", escreveu o presidente no artigo reproduzido em sua conta no X.

O artigo ainda afirma que as justificativas do presidente Donald Trump para as tarifas "são infundadas". Ele destacou que o Pix "não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital". Ele acrescentou que seu governo reduziu "drasticamente" o desmatamento e destacou que "liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade nas plataformas de redes digitais".

Pix 'não discrimina empresas norte-americanas', afirma Lula
Pix 'não discrimina empresas norte-americanas', afirma Lula
Foto: Wilton Junior/ Estadão / Estadão

"Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la. Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência", conclui o artigo.

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