A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, avanço de 0,9% impulsionado pelas vendas externas, embora ligeiramente abaixo das previsões de analistas. A receita líquida cresceu 5,7%, atingindo R$ 10,86 bilhões, com o mercado exterior respondendo por 62,5% do faturamento. O Ebitda somou R$ 2,35 bilhões, com margem de 21,6%, pressionada por tarifas comerciais e custos de matérias-primas. No período, os investimentos em capacidade e expansão alcançaram R$ 905,4 milhões.
A WEG teve lucro líquido de R$1,67 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 0,9% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado pela fabricante de motores elétricos e equipamentos de automação e geração de energia nesta quarta-feira.
A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$2,35 bilhões para o período, representando expansão de 3,1% ano a ano.
Analistas esperavam lucro líquido de R$1,71 bilhão e Ebitda de R$2,40 bilhões no período, de acordo com dados da LSEG.
Já a margem Ebitda foi de 21,6%, recuo de 0,6 ponto percentual em meio ao aumento nos custos de matérias-primas como o cobre, além de um câmbio desfavorável e impactos das tarifas implementadas pelos Estados Unidos.
A empresa teve receita líquida de R$10,86 bilhões, expansão de 5,7% na comparação anual, ante expectativa média do mercado de faturamento de R$10,92 bilhões, segundo a LSEG.
A receita do mercado interno cresceu 1,8%, enquanto a expansão da receita no mercado externo foi de 8,3%. Atualmente, o faturamento no Brasil representa 37,5% da receita do grupo, enquanto o mercado externo é responsável por 62,5%.
"O crescimento da receita e a manutenção de margens operacionais saudáveis foram impulsionados pelo bom desempenho dos negócios no mercado externo, sustentado pela boa demanda por produtos e serviços nos principais segmentos de atuação, apesar do impacto da valorização do real no período," disse a empresa.
A WEG disse que investiu R$905,4 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva no trimestre, acima dos R$672,6 milhões investidos no terceiro trimestre de 2025. Do total, 39,8% foram destinados às unidades produtivas no Brasil e 60,2% para as unidades no exterior.
A empresa anunciou anteriormente que espera investir em 2026 cerca de R$3,54 bilhões em ativos imobilizados, além de R$22,4 milhões em ativos intangíveis, valores acima dos praticados em 2025.