A liquidação do Will Bank, decretada pelo Banco Central, elevará o custo do FGC no caso Banco Master de R$ 40,6 bilhões para cerca de R$ 48 bilhões, após frustradas tentativas de venda do banco.
BRASÍLIA - A liquidação extrajudicial do Will Bank, decretada pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira, 21, deve aumentar a conta a ser paga pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) no caso do Banco Master, dos atuais R$ 40,6 bilhões para um número mais próximo de R$ 48 bilhões.
O Will Bank foi poupado em novembro, quando o BC decretou que a liquidação extrajudicial do Banco Master, seu controlador. Na época, havia a expectativa de se concretizar uma venda da empresa, o que levou à decretação do Regime Especial de Administração Temporária (Raet).
Um fundo havia demonstrado interesse em comprar a empresa. Mas, no curso das negociações, disse que só concretizaria a operação se recebesse um aporte de R$ 5,5 bilhões do FGC a fundo perdido. Essa solução representaria um menor custo para o fundo, mas é proibida. Isso a impediu de avançar.
Enquanto uma solução era negociada, a Mastercard anunciou, na terça-feira, 20, que parou de aceitar compras feitas por cartões de crédito do Will Bank, devido ao descumprimento das grades de pagamento. Isso tornou a liquidação "inevitável", como disse o BC em nota, dado o esgotamento de recursos do Will.