Liquidação do Master não gerou efeitos sistêmicos e uso do FGC absorveu choques, diz BC

Para Comitê de Estabilidade Financeira, caso envolvendo instituições do conglomerado Master evidenciou 'resiliência do sistema financeiro'

19 mar 2026 - 13h06

BRASÍLIA - O Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central repetiu nesta quinta-feira, 19, que a liquidação extrajudicial das instituições integrantes do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no âmbito do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

O colegiado acrescentou que os mecanismos de proteção existentes associados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foram acionados conforme o modelo institucional vigente, "evidenciando a capacidade de absorção de choques e resiliência do sistema financeiro". A avaliação consta na ata da 64ª reunião do Comef, publicada na manhã desta quinta.

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BC destacou a redução do número de instituições financeiras com elevada dependência de funding garantido pelo FGC
BC destacou a redução do número de instituições financeiras com elevada dependência de funding garantido pelo FGC
Foto: André Dusek/Estadão / Estadão

O colegiado também destacou que o plano de recomposição da liquidez do FGC foi aprovado por seu Conselho de Administração e iniciado em março deste ano.

Pontuou ainda que as medidas estabelecidas pelas Resoluções nº 5.114 e nº 5.238 de dezembro de 2024 e agosto de 2025, respectivamente, ambas do Conselho Monetário Nacional (CMN), "já produzem efeitos, contribuindo para a redução do número de instituições financeiras com elevada dependência de funding garantido pelo FGC".

Eventual contaminação

O Comef afirmou ainda que segue atento à evolução dos cenários doméstico e internacional e está preparado para atuar de forma a minimizar eventual contaminação desproporcional sobre os preços dos ativos locais.

"O Comitê segue entendendo que políticas macroeconômicas que aumentem a previsibilidade fiscal, que reduzam os prêmios de risco e a volatilidade dos ativos contribuem para a estabilidade financeira e, consequentemente, melhoram a capacidade de pagamento dos agentes", afirmou.

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O colegiado ponderou que o cenário global prospectivo segue apresentando riscos que podem levar à materialização de cenários de reprecificação de ativos financeiros globais.

Disse também que as incertezas associadas ao reposicionamento das políticas econômicas, aos eventos geopolíticos e aos seus impactos sobre os ritmos de crescimento da atividade e da inflação se intensificaram.

"Somam-se a essas incertezas aquelas relacionadas aos níveis de equilíbrio das taxas de juros no longo prazo, à sustentabilidade fiscal de economias centrais e à valorização dos ativos de risco", emendou.

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