Imposto de renda: recebeu do FGC? Veja como declarar e evitar problemas com o Leão

19 mar 2026 - 15h12
Imposto de renda 2026 exige declaração de valores recebidos do FGC, mesmo com imposto retido.
Imposto de renda 2026 exige declaração de valores recebidos do FGC, mesmo com imposto retido.
Foto: Suno

O prazo do imposto de renda 2026 está batendo à porta e, com ele, o velho conhecido dos contribuintes volta à cena: o Leão. Para quem recebeu valores do Fundo Garantidor de Créditos, o cuidado precisa ser ainda maior. Apesar de o pagamento representar uma proteção ao investidor, ele não passa despercebido pela Receita Federal e exige atenção no preenchimento da declaração.

O envio das declarações começa em 23 de março e vai até 29 de maio de 2026, período em que milhões de brasileiros precisarão organizar suas informações financeiras, incluindo eventuais ressarcimentos do FGC.

Publicidade

Como funciona o pagamento e a tributação do FGC

Quando uma instituição financeira entra em liquidação, o FGC atua para devolver ao investidor os valores aplicados dentro dos limites de cobertura. Esse pagamento não é um rendimento novo, mas sim a recomposição de um valor já investido.

Um ponto importante, e que gera dúvidas, é a tributação. Em muitos casos, o imposto já é tratado antes mesmo do dinheiro chegar ao investidor.

Na prática, os tributos incidentes sobre os rendimentos podem ser tratados previamente no processo de ressarcimento, o que significa que o investidor pode receber valores já líquidos, dependendo da natureza da aplicação original.

Na prática, isso reduz o risco de pagamento duplicado de imposto, mas não elimina a obrigação de declarar corretamente no imposto de renda.

Publicidade

Como declarar os valores recebidos

Diferente de aplicações tradicionais, o FGC não envia um informe de rendimentos padrão como bancos e corretoras. O próprio fundo apenas disponibiliza comprovantes com os valores ressarcidos.

Segundo material disponível no site da instituição, o FGC apenas disponibiliza comprovantes dos valores ressarcidos em seus canais, que servem como apoio para a declaração. Esses documentos servem como base para a declaração e devem ser utilizados pelo investidor para preencher corretamente as informações.

O contribuinte precisa ter atenção especial a dois pontos:

  • O valor recebido deve ser compatível com o histórico do investimento declarado anteriormente
  • A natureza do rendimento depende do produto original, como CDB, LCI ou LCA

Isso acontece porque o Fisco cruza dados automaticamente. Caso haja inconsistência entre o que foi declarado no passado e o valor ressarcido, o contribuinte pode cair na malha fina.

Outro ponto relevante é que, mesmo com a retenção prévia em alguns casos, a Receita exige que o contribuinte informe esses valores na declaração anual.

Publicidade

O que muda no imposto de renda 2026

A declaração deste ano vem com maior nível de detalhamento e cruzamento de dados, o que aumenta a necessidade de precisão nas informações.

Entre as novidades estão a ampliação da declaração pré-preenchida e ajustes no sistema de restituições, que agora será feito em quatro lotes.

Esse ambiente mais automatizado reforça a importância de declarar corretamente eventos fora do padrão, como pagamentos do FGC.

No fim, o investidor precisa entender que o ressarcimento não é invisível para a Receita. Mesmo quando o imposto já foi tratado na origem, a obrigação de informar permanece. E é justamente nesse ponto que muitos erros acontecem no imposto de renda.

TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações