As importações de aço pelo Brasil em fevereiro somaram 629 mil toneladas, o maior patamar mensal desde maio do ano passado, impulsionadas em parte por produtos que ainda não foram alvo de medidas antidumping pelo governo federal, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Aço Brasil, que representa as siderúrgicas locais.
Bobinas laminadas a quente, por exemplo, tiveram um salto de mais de quatro vezes nas importações sobre fevereiro do ano passado, atingindo 60,4 mil toneladas, com os produtos planos como um todo registrando aumento de 84% na internalização, para 471,5 mil toneladas.
Enquanto isso, produtos laminados a frio, que já tiveram medidas antidumping aprovadas pelo governo, mostraram queda nas importações de fevereiro, recuando 26%, no caso das bobinas, a 24,9 mil toneladas.
As importações também foram fortes em produtos revestidos, cujo volume importado cresceu cerca de duas vezes e meia no período, para 281 mil toneladas.
As ações das três principais produtoras de aço listadas em bolsa do país caíam por volta das 14h. Usiminas perdia 3,7%, CSN mostrava recuo de 1,9% e Gerdau caía 0,8%.
O diretor comercial da CSN, Luis Fernando Martinez, já tinha alertado na semana passada para aumentos nas importações em fevereiro, algo que ele atribuiu a antecipações de compras pelos importadores. A expectativa do executivo é que as importações de aço no Brasil este ano caiam entre 1,5 milhão e 2 milhões de toneladas.
No combinado do primeiro bimestre, as importações de aço no Brasil subiram 12,2% sobre o mesmo período de 2025, para 1,14 milhão de toneladas, segundo os dados do Aço Brasil.
Enquanto isso, a produção das usinas caiu 5,7% no mês passado na comparação anual, para 2,5 milhões de toneladas, pressionada por queda de 3,2% nos produtos longos, que somaram 781 mil toneladas.
As vendas de aço pelas usinas no Brasil também recuaram no período, 3,1%, para 1,6 milhão de toneladas, mostrando baixa de 4,5% no bimestre.