Juíza federal mantém veredicto de US$243 milhões contra a Tesla por acidente fatal com Autopilot

20 fev 2026 - 20h32

Uma juíza federal rejeitou o pedido ‌de Tesla para anular o veredicto de um júri de US$243 milhões sobre o acidente de 2019 de um Model S equipado com Autopilot, que matou uma mulher de 22 anos e feriu gravemente seu namorado.

Em uma decisão divulgada nesta sexta-feira, a juíza Beth Bloom, de Miami, disse ⁠que as provas apresentadas no julgamento "mais do que sustentam" o veredicto de ‌agosto de 2025, e a Tesla não apresentou novos argumentos para anular o veredicto.

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A Tesla, liderada por Elon Musk, deve recorrer da ‌decisão. Nem a Tesla nem seus advogados responderam ‌imediatamente aos pedidos de comentários.

O caso surgiu a partir de ⁠um incidente ocorrido em 25 de abril de 2019 em Key Largo, Flórida, no qual George McGee dirigia seu Model S 2019 por um cruzamento a cerca de 100 km/h enquanto se abaixava para procurar seu telefone, que havia caído.

McGee colidiu com o SUV de Naibel Benavides ‌Leon e Dillon Angulo, que estava estacionado no acostamento e ao lado do ‌qual eles estavam. Benavides ⁠morreu.

Os jurados consideraram ⁠a Tesla 33% responsável pelo acidente. Eles concederam uma indenização de US$19,5 milhões aos ⁠herdeiros de Benavides e US$23,1 ‌milhões a Angulo, além de ‌US$200 milhões em danos punitivos a serem divididos entre eles. McGee já havia feito um acordo com os demandantes.

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O veredicto foi o primeiro de um júri federal sobre um acidente fatal envolvendo o ⁠Autopilot.

TESLA CULPOU O MOTORISTA POR ATROPELAR AS VÍTIMAS

Ao solicitar a reversão, a Tesla afirmou que McGee era o único culpado, que seu Model S não apresentava defeitos e que o veredicto desafiava o bom senso.

A Tesla afirmou que as montadoras "não ‌protegem o mundo contra danos causados por motoristas imprudentes" e que a indenização por danos punitivos deveria ser zero, pois não houve "desprezo imprudente ⁠pela vida humana" de acordo com a lei da Flórida.

Adam Boumel, advogado de Angulo e do espólio de Benavides, disse que seus clientes ficaram satisfeitos com a decisão.

"Desde o primeiro dia, a Tesla se recusou a aceitar a responsabilidade", disse Boumel em um email. "O piloto automático estava com defeito e a Tesla o colocou nas estradas americanas antes que estivesse pronto e antes que fosse seguro."

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A Tesla tem enfrentado muitos processos judiciais sobre as capacidades de direção autônoma de seus veículos, mas eles foram resolvidos ou indeferidos sem ir a julgamento.

Musk, a pessoa mais rica do mundo, há muito tempo promove a Tesla como líder em direção autônoma para veículos particulares e robotáxis.

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