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Início de obras de moradias unifamiliares e licenças de construção nos EUA caem em setembro

20 out 2026 - 10h14
Resumo
O início de obras e licenças para moradias unifamiliares nos EUA caíram 4,6% e 4% em setembro, refletindo a alta das taxas de hipotecas, que atingiram 7,40%, maior nível em quase três anos. O cenário desestimulou a demanda e fez a confiança dos construtores despencar para o pior patamar desde 2012, pressionada também por custos de materiais e combustível. O resultado gerou acúmulo de imóveis encalhados, embora a escassez nacional ainda sustente os preços elevados.

A construção de residências ‌unifamiliares nos EUA e as licenças para obras futuras caíram acentuadamente em setembro, à medida que as taxas de juros mais altas das hipotecas reprimiram a demanda, sugerindo que o investimento residencial retomou sua ⁠tendência de queda no terceiro trimestre.

O início de ‌obras de residências unifamiliares, que representam a maior parte da construção civil, caiu 4,6%, para uma ‌taxa anual ajustada sazonalmente de ‌859.000 unidades no mês passado, informou nesta ⁠terça-feira o Departamento de Comércio dos EUA. As licenças de construção para residências unifamiliares diminuíram 4,0%, para uma taxa de 845.000 unidades.

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As taxas de hipotecas subiram acentuadamente nas últimas semanas, com a taxa fixa ‌de 30 anos atingindo uma média de 7,40% na ‌semana passada, o ⁠nível mais ⁠alto em quase três anos, segundo dados da empresa de ⁠financiamento imobiliário Freddie ‌Mac. Os custos mais ‌elevados dos empréstimos acompanham os rendimentos dos títulos do Tesouro, à medida que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã alimenta ⁠a inflação.

Uma pesquisa da Associação Nacional de Construtores de Imóveis (NAHB), divulgada na segunda-feira, mostrou que a confiança entre os construtores de residências unifamiliares despencou em outubro para o ‌nível mais baixo desde junho de 2012. A NAHB atribuiu a deterioração da confiança ao aumento dos ⁠custos dos materiais e das taxas de hipotecas, bem como ao aumento do preço do diesel e à "piora" nas condições de trabalho em meio a uma repressão à imigração.

A queda nas vendas levou a um excesso de casas não vendidas no mercado, reduzindo ainda mais o incentivo para que as incorporadoras iniciem novos projetos de moradias unifamiliares. Apesar do excesso de novas moradias unifamiliares, há uma escassez nacional de moradias, o que mantém os preços elevados.

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