Inflação ao consumidor da China atinge máxima em três anos com feriado, deflação ao produtor persiste

9 mar 2026 - 07h15

A inflação ao consumidor da China acelerou para ‌o nível mais alto em mais de três anos em fevereiro devido aos efeitos do feriado do Ano Novo Lunar, enquanto a deflação ao produtor persistiu em meio à fraqueza da demanda.

As autoridades têm tentado estimular o consumo nos últimos dois anos, mas analistas dizem que é preciso fazer mais para resolver o ⁠desequilíbrio entre oferta e demanda.

Publicidade

O índice de preços ao consumidor aumentou 1,3% em ‌fevereiro em relação ao ano anterior, no quinto mês seguido de alta e após avanço de 0,2% em janeiro, segundo dados do Escritório Nacional de ‌Estatísticas divulgados nesta segunda-feira. A taxa foi a ‌mais alta em 37 meses e superou o aumento de 0,8% esperado ⁠em uma pesquisa da Reuters.

O feriado de nove dias do Ano Novo Lunar impulsionou as viagens domésticas e os gastos dos consumidores, elevando o índice com o aumento dos preços dos serviços.

Os preços das passagens aéreas aumentaram 29,1% em relação ao ano anterior, enquanto os das joias de ouro subiram 76,6%, de ‌acordo com os dados do escritório de estatísticas.

O núcleo do índice de preços ao ‌consumidor, que exclui os ⁠preços voláteis de alimentos ⁠e combustíveis, teve alta de 1,8% em fevereiro em relação ao ano anterior, em comparação ⁠com o aumento de 0,8% em ‌janeiro.

Publicidade

Na comparação mensal, os preços ‌ao consumidor avançaram 1%, contra 0,2% em janeiro e expectativa de 0,5%.

A economia tem sido assolada por anos de queda no mercado imobiliário e por incertezas no comércio externo, com as políticas protecionistas dos Estados Unidos apresentando ⁠novos desafios às autoridades.

Pequim prometeu continuar reprimindo a concorrência excessiva e garantir uma saída mais suave da capacidade de produção ineficiente a fim de estabilizar os preços.

No entanto, o impulso deflacionário em toda a economia continua a exercer pressão sobre as margens do setor industrial, ao ‌mesmo tempo em que sustenta as expectativas de quedas sustentadas de preços, o que representa um novo golpe na confiança.

Entretanto, houve um pouco de alívio ⁠nos dados mais recentes. O índice de preços ao produtor registrou a menor queda anual desde julho de 2024, tendo caído 0,9% em fevereiro. No mês anterior ele registrou recuo de 1,4%, e a pesquisa da Reuters havia previsto uma queda de 1,2%.

Publicidade

Em um comunicado, o estatístico do escritório de estatísticas Dong Lijuan atribuiu a deflação mais branda ao produtor a fatores que incluem preços mais fortes nos setores avançados e emergentes, bem como a gestão da capacidade nos principais setores industriais.

Os preços ao produtor aumentaram 0,4% em fevereiro em relação a janeiro, impulsionados em parte pela alta dos preços do petróleo bruto em todo o mundo e pela demanda ligada ao crescimento da capacidade de computação, disse Dong.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações