O setor industrial da Alemanha iniciou de forma surpreendentemente fraca, com as encomendas caindo mais do que o esperado e a produção diminuindo inesperadamente, de acordo com dados do departamento de estatísticas.
Em janeiro, as encomendas caíram 11,1% em comparação com o mês anterior, em uma base ajustada sazonalmente e pelo calendário, pondo fim a quatro aumentos consecutivos, informou o escritório nesta segunda-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters com analistas era de queda de 4,5%.
Entretanto, quando os pedidos em grande escala são excluídos, a queda foi de apenas 0,4% em janeiro, disse o escritório, depois que os pedidos industriais alemães registraram o maior aumento em dois anos em dezembro.
Apesar da volatilidade, os analistas mantiveram suas expectativas positivas para o ano, exceto por uma escalada contínua da guerra no Irã e a consequente alta dos preços do petróleo.
"Esses números não são para os fracos de coração", disse o economista do LBBW Jens-Oliver Niklasch.
"No entanto, de modo geral, continuamos a manter nossa expectativa de que os números econômicos do ano corrente serão melhores do que os do ano passado", acrescentou.
Michael Herzum, da Union Investment, atribuiu a situação robusta dos pedidos ao investimento do governo alemão em defesa e infraestrutura.
"A indústria deve se transformar de um entrave ao crescimento em um motor de crescimento em 2026, supondo que a guerra com o Irã não se intensifique permanentemente", disse ele.
O Ministério da Economia da Alemanha alertou nesta segunda-feira que o risco de o setor enfrentar um retrocesso aumentou significativamente com a guerra, o que ainda não se refletiu nos indicadores.
A produção industrial também caiu, registrando uma queda inesperada de 0,5% em janeiro em comparação com o mês anterior.
Analistas previam um ligeiro aumento de 1,0%.
A queda se deve principalmente à menor produção de produtos de metal, que caiu 12,4%, de acordo com o escritório de estatísticas.
As quedas nos setores farmacêutico e de computadores, produtos eletrônicos e óticos também contribuíram, segundo ele.
Em contraste, a produção de energia aumentou significativamente, em 10,3%, devido ao clima excepcionalmente frio de janeiro deste ano, disse.