O índice europeu STOXX 600 registrou nesta sexta-feira sua maior baixa semanal em quase um ano, conforme o conflito no Oriente Médio não mostrava sinais de abrandamento e uma queda inesperada no número de empregos nos Estados Unidos tornava as perspectivas de redução dos juros mais incertas.
O STOXX 600 fechou em queda de 1,02%, a 598,69 pontos, atingindo seu nível mais baixo em mais de dois meses. Ele perdeu 5,5% nesta semana.
As bolsas de referência de Alemanha e França registraram suas maiores quedas semanais desde abril do ano passado, enquanto o índice de referência da Espanha teve sua maior queda semanal em quatro anos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu a "rendição incondicional" do Irã em uma escalada de exigências uma semana após o início da guerra no Oriente Médio, o que pode tornar mais difícil negociar um rápido fim para ela.
O setor de bancos voltou a ficar sob pressão. Ele perdeu 1,7%, chegando perto do menor nível em três meses.
O setor de saúde fechou em baixa de 1,6%.
Enquanto isso, dados mostraram que a economia dos EUA inesperadamente perdeu empregos no mês passado e a taxa de desemprego aumentou, sugerindo potencialmente uma deterioração nas condições do mercado de trabalho.
Os dados chegam em um momento em que os bancos centrais globais estão agindo com cautela em relação à sua abordagem à política monetária, com os preços do petróleo atingindo picos de vários meses.
O setor de energia avançou 0,8%.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,24%, a 10.284,75 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 0,94%, a 23.591,03 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 0,65%, a 7.993,49 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 1,02%, a 44.152,26 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,99%, a 17.074,40 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,15%, a 8.946,04 pontos.