Em meio à incerteza causada por choque do petróleo, Hammack diz que Fed deve baixar inflação

6 mar 2026 - 20h51

 A presidente ‌do Federal Reserve de Cleveland, Beth Hammack, disse na sexta-feira que, embora espere que as pressões inflacionárias diminuam, se elas não baixarem neste ano, o banco central dos Estados Unidos poderá ter que considerar uma política monetária mais restritiva para garantir ⁠que as pressões sobre os preços recuem para 2%.

Beth Hammack, presidente do Federal Reserve de Cleveland, durante entrevista à Reuters em Nova York, nos EUA
24 de abril de 2025
REUTERS/Mike Segar
Beth Hammack, presidente do Federal Reserve de Cleveland, durante entrevista à Reuters em Nova York, nos EUA 24 de abril de 2025 REUTERS/Mike Segar
Foto: Reuters

"Minha expectativa ‌é que a inflação comece a avançar em direção à nossa meta de 2%. Não acho que chegaremos lá até ‌o final deste ano, mas acho ‌que faremos um progresso razoável", disse Hammack em entrevista ⁠à Reuters.

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Dadas as perspectivas atuais, "os juros devem permanecer inalterados por... um bom tempo", disse Hammack. Mas ela acrescentou que, se as pressões sobre os preços não recuarem, o Fed poderá precisar tomar novas medidas para garantir que isso aconteça.

"Se a inflação ‌não estiver progredindo em direção à nossa meta no segundo semestre ‌deste ano, como ⁠espero que aconteça, ⁠isso pode ser um motivo para que precisemos ser mais restritivos do ⁠ponto de vista da política ‌monetária", disse Hammack.

A presidente ‌do banco disse que é possível, mas não garantido, que a inflação diminua para a meta de 2% até 2027, mas não é necessário atingir a meta para ⁠apoiar uma política monetária mais flexível. Em vez disso, o Fed pode reduzir os juros se houver forte confiança de que a inflação está a caminho de atingir a meta.

Hammack afirmou que ainda não está ‌claro o que a alta dos preços do petróleo, ligada à guerra do presidente Donald Trump contra o Irã, significa para ⁠a inflação futura.

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É "muito cedo para saber" como tudo isso vai se desenrolar, disse Hammack. Quando se trata do choque do petróleo, "tento analisar qual é a magnitude e qual é a persistência. Então, isso é algo que dura uma semana? Dura dois meses? Dependendo do que você sabe, qual é esse prazo, (isso) determinará um pouco mais do impacto econômico subjacente", disse ela.

A autoridade disse que é possível que um choque prolongado eleve a inflação e enfraqueça fatores como crescimento e contratações, e o Fed terá que avaliar essas circunstâncias antes de decidir sobre uma resposta pela política monetária.

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