No cenário internacional, a piora na percepção sobre o conflito no Oriente Médio recoloca os mercados em modo de aversão ao risco, elevando a volatilidade global. O impasse entre Estados Unidos e Irã agora tem contornos mais estruturais, com sinais de enfraquecimento das negociações, com a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz e a retomada de discursos militares.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão desta quinta-feira (23) em queda de 0,78%, aos 191.378,43 pontos, impactado pelo aumento da aversão ao risco após declarações de autoridades em Israel indicarem possibilidade de escalada nas tensões no Oriente Médio.
Entre os destaques do Ibovespa, a Petrobras registrou ganhos de 1,13% (ON) e 1,36% (PN), enquanto a Vale registrou desvalorização de 1,43%. O dia também foi de perdas para o setor financeiro, com Santander Unit em queda de 0,83% e Bradesco em baixa de 2,16%.
No câmbio, o dólar voltou a operar na faixa dos R$ 5, com valorização de 0,6% ante o real, impulsionado pela realização de lucros e pela recomposição de posições defensivas diante do aumento das tensões no Oriente Médio.
No cenário internacional, a piora na percepção sobre o conflito no Oriente Médio recoloca os mercados em modo de aversão ao risco, elevando a volatilidade global. O impasse entre Estados Unidos e Irã agora tem contornos mais estruturais, com sinais de enfraquecimento das negociações, com a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz e a retomada de discursos militares.
O mercado de commodities segue pressionado por esse impasse, com o Brent/junho avançando 0,13%, cotado a US$ 105,21, enquanto o WTI/junho cai 0,42%, a US$ 95,45. Já o minério de ferro fechou em alta de 0,19% em Dalian, na China, cotado a US$ 115,07/ton, com a recomposição de estoques antes do feriado do Dia do Trabalho.
No Brasil, a resposta do governo à alta dos combustíveis gerou ruído no mercado. A expectativa inicial de uma isenção imediata de impostos federais sobre a gasolina foi frustrada por uma proposta mais gradual e condicionada. Em vez de desoneração direta, o governo enviou ao Congresso um projeto que permite usar receitas extraordinárias do petróleo para compensar cortes de tributos sobre combustíveis.
Avaliações no mercado apontam que a dependência de receitas voláteis pode limitar o impacto sobre a inflação e abrir precedentes delicados para o arcabouço fiscal.
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