O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou em fevereiro queda de 0,84%, maior do que o esperado e depois de avanço de 0,20% no mês anterior, com recuos tanto nos preços ao produtor quanto ao consumidor, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma taxa negativa de 0,62%. O resultado levou o índice a acumular em 12 meses deflação de 2,91%.
No período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 1,21%, após estabilidade no mês anterior.
"Ainda que as proteínas tenham exercido pressão relevante sobre o índice ao produtor, as principais commodities que compõem o IPA — especialmente minério de ferro, soja, café e milho — registraram queda em seus preços. Esse movimento acabou compensando as altas observadas em bovinos, ovos e carne bovina", explicou André Braz, economista do FGV IBRE.
Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) -- que responde por 30% do IGP-DI -- teve queda de 0,14% em fevereiro, de alta de 0,59% em janeiro.
"O resultado foi influenciado principalmente pelo comportamento de serviços, com destaque para passagens aéreas, que recuaram após o período de maior demanda, e para cinemas, impactados pela Semana Nacional do Cinema, que promoveu ingressos a preços mais baixos", disse Braz.
O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) subiu 0,28% em fevereiro, em comparação com 0,72% antes.
O IGP-DI calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre o 1º e o último dia do mês de referência.