O Ibovespa operava em leve alta de 0,22%, aos 185,6 mil pontos, impulsionado pelo exterior positivo, mas limitado pelas quedas de Vale e Petrobras devido ao recuo das commodities. O mercado adota cautela diante do cenário eleitoral acirrado entre Lula e Flávio Bolsonaro e da redução da projeção da Selic para o fim de 2026 no Boletim Focus. No exterior, os investidores acompanham o alívio nos títulos dos EUA, a queda do petróleo e a reunião entre líderes das duas maiores potências globais.
O Ibovespa tinha uma alta modesta nesta segunda-feira, endossado pelo viés positivo no mercado internacional, mas pressionado negativamente por Vale e Petrobras, enquanto investidores permanecem atentos à cena eleitoral no país.
Por volta de 11h10, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,22%, a 185.642,11 pontos. O volume financeiro somava R$4,7 bilhões.
Na visão da equipe do BB Investimentos, o Ibovespa perdeu seu fôlego de alta nos últimos dias e deve operar em uma zona estreita de preços nos próximos pregões, que vai de 185 mil a 189 mil pontos em torno da sensibilidade ao fluxo local de notícias e em um compasso de espera em razão da proximidade das eleições, evento que historicamente acentua a volatilidade do mercado.
Em Nova York, o S&P 500 avançava 0,71%, em pregão também marcado pelo alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e queda do petróleo. O barril do Brent recuava 3,27%, a US$100,47, com expectativas de avanço nas negociações sobre a guerra no Irã tendo no radar a Assembleia Geral das Nações Unidas nesta semana em Nova York, além de uma recuperação parcial das exportações da Arábia Saudita.
Investidores também estão atentos à reunião nesta semana do presidente dos EUA, Donald Trump, com o presidente chinês, Xi Jinping, em Washington. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que autoridades norte-americanas e chinesas tiveram negociações bem-sucedidas em Nova York no domingo e que uma das propostas dos EUA que será apresentada no encontro trata de um novo mecanismo de notificação sobre segurança em IA.
Na cena eleitoral brasileira, nova pesquisa BTG/Nexus mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reduziu sua vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no primeiro turno da eleição presidencial de outubro e seguiu numericamente à frente no segundo turno por um ponto percentual, embora ambos permaneçam em empate técnico. Também está previsto para a sessão um novo levantamento Quaest sobre a disputa pelo Palácio do Planalto.
Ainda no radar, pesquisa Focus mostrou que economistas consultados pelo Banco Central passaram a ver a Selic em 13,50% ao ano ao final de 2026, de 13,75% estimados na semana anterior, entre outros ajustes nas projeções para o crescimento da economia e para a inflação neste ano.
DESTAQUES
• VALE ON caía 0,99%, em meio ao movimento modesto dos futuros do minério de ferro na China.
• PETROBRAS PN recuava 0,93%, em mais um pregão de queda dos preços do petróleo no mercado internacional.
• ITAÚ PN subia 1,23%, com a maioria dos bancos do Ibovespa no azul. BTG PACTUAL UNIT avançava 1,25%, SANTANDER BRASIL UNIT ganhava 0,88% e BRADESCO PN tinha acréscimo de 0,44%. A exceção era BANCO DO BRASIL ON, com declínio de 0,82%.
• C&A ON avançava 3,13%, em pregão positivo no setor, com LOJAS RENNER ON negociada em alta de 2,33%. O índice de consumo da B3 subia 0,94%, endossado pelo alívio nas taxas dos DIs.
• MINERVA ON perdia 2,51%, retomando o viés negativo após correção positiva na última sexta-feira, quando fechou com elevação de quase 4,5%.