Ibovespa sobe com exterior após anúncio de acordo entre EUA e Irã

15 jun 2026 - 10h18
(atualizado às 11h12)

A bolsa paulista tinha um viés positivo nesta ‌segunda-feira, acompanhando o movimento de praças acionárias no exterior, após autoridades norte-americanas e iranianas afirmarem ter chegado a um acordo preliminar para encerrar o conflito que começou no final de fevereiro no Oriente Médio.

Por volta de 10h55, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,52%, a 173.725,35 pontos, tendo ultrapassado os 174 mil pontos na máxima até o momento. O volume financeiro no pregão somava R$4,8 bilhões.

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"O acordo com a República Islâmica do Irã está ⁠agora concluído", escreveu o presidente dos EUA, Donald Trump, em sua plataforma Truth Social no domingo. Sua publicação ocorreu ‌logo após o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, cujo país atuou como mediador, anunciar que um acordo havia sido fechado. O memorando de entendimento deve ser assinado oficialmente na sexta-feira na Suíça.

Trump disse que o Estreito de Ormuz, ‌uma importante rota marítima para o abastecimento global de petróleo e gás ‌que o Irã tem efetivamente bloqueado há meses, seria reaberto na sexta-feira, e que ele havia ordenado ⁠o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos. "Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", escreveu Trump.

O petróleo sob o contrato Brent recuava 4,89%, a US$83,06, enquanto o índice acionário norte-americano S&P 500 subia 1,6%.

"Houve avanços promissores na possível distensão dos conflitos no Oriente Médio, o que pode voltar a trazer maior apelo para mercados de 'equity' (ações), já que o cenário de conflito vinha aumentando incertezas relacionadas a inflação e crescimento global", afirmaram analistas do ‌BB Investimentos em relatório a clientes.

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No noticiário doméstico, a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira mostrou "deterioração expressiva das expectativas de ‌inflação", conforme o diretor de pesquisa econômica ⁠para América Latina do Goldman ⁠Sachs, Alberto Ramos, que destacou também o aumento na previsão para a Selic.

As previsões de mercado compiladas pelo Banco Central agora ⁠mostram expectativa de alta de 5,30% e de 4,10% para o ‌IPCA em 2026 e 2027, de ‌5,11% e 4,03% antes. Para 2028, a conta aumentou em 0,03 ponto percentual, a 3,68%. No caso da Selic, as estimativas apontam 13,75% ao final de 2026 e 12,00% em 2027, de 13,50% e 11,50% respectivamente na semana anterior.

DESTAQUES

• VALE ON avançava 3,78%, endossada pela alta do minério de ferro na China, onde ⁠o contrato mais negociado em Dalian subiu 0,72%. No setor de mineração e siderurgia, CSN ON valorizava-se 5,79%, CSN MINERAÇÃO ON subia 6,05%, USIMINAS PNA tinha alta de 4,7% e GERDAU PN mostrava acréscimo de 2,18%.

• ITAÚ UNIBANCO PN subia 1,33%, em dia positivo no setor, endossado pelo viés mais otimista nos mercados. BRADESCO PN avançava 1,35%, BANCO DO BRASIL ON valorizava-se 1,75%, SANTANDER BRASIL UNIT tinha ‌alta de 1,4% e BTG PACTUAL UNIT ganhava 2,38%.

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• PETROBRAS PN caía 3,72% e PETROBRAS ON perdia 3,7%, na esteira do declínio dos preços do petróleo no mercado internacional. No setor, PRIO ON recuava 4,47%, PETRORECONCAVO ON ⁠cedia 2,29% e BRAVA ON era negociada em baixa de 2,43%.

• EMBRAER ON avançava 7,48%, no terceiro pregão seguido de alta, após uma semana com vários eventos da fabricante de aviões. Também na semana passada, uma comissão do Parlamento grego aprovou a compra de três aeronaves de transporte militar C-390.

• SLC AGRÍCOLA ON subia 1,68% após reportar que seu portfólio de terras foi avaliado em R$13,53 bilhões em 2026, aumento de 1% na comparação com o ano passado. Uma das maiores produtoras de grãos e oleaginosas do Brasil, a SLC também divulgou posições atualizadas de hedge para as safras de 2025/26 e 2026/27, além de detalhes de um projeto de expansão da irrigação que mais do que triplicará sua área de cultivo irrigada.

• ONCOCLÍNICAS ON, que não está no Ibovespa, valorizava-se 3,28%, tendo no radar decisão da administração de convocar assembleias gerais de debenturistas (AGDs) da 9ª emissão e da 11ª emissão de debêntures simples para 6 de julho para decidir sobre os termos e condições da reestruturação da dívida da companhia, incluindo um eventual plano de recuperação extrajudicial.

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