Ibovespa recua com bancos entre maiores pressões; Oriente Médio permanece no radar

22 abr 2026 - 10h20
(atualizado às 11h40)

O Ibovespa recuava nesta quarta-feira, com ‌bancos entre as maiores pressões negativas, enquanto investidores seguem acompanhando a situação no Oriente Médio. 

Por volta de 11h30, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 1,02%, a 194.140,96 pontos. O volume financeiro somava R$5,87 bilhões. 

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A sessão também é marcada por ajustes ao movimento negativo de alguns ADRs (recibo de ação negociado nos EUA) brasileiros na véspera, quando não houve negociação na B3 ⁠em razão de feriado no Brasil.  Os ADRs da Vale e do Itaú Unibanco, por exemplo, ‌recuaram cerca de 2% cada. 

No exterior, Wall Street tinha uma sessão positiva, com o S&P 500 em alta de 0,92%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que prorrogaria indefinidamente ‌o cessar-fogo com o Irã para permitir novas negociações ‌de paz, embora não estivesse claro nesta quarta-feira se o Irã ou Israel, o ⁠aliado dos Estados Unidos na guerra de dois meses, concordariam.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em um processo de realização de lucros e encontrará suportes em 188.100 e 184.300 pontos, que mantêm o índice em tendência de alta no curto prazo.

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"Em caso de retomada, a máxima deixada em 199.354 pontos é o gatilho para a retomada do movimento ‌de alta em busca da marca dos 200 mil pontos", afirmaram no relatório Diário do Grafista, ‌ressaltando, contudo, que as perspectivas ⁠de avanço em um ⁠acordo entre Estados Unidos e Irã seguem cercadas de incertezas.

Mesmo com o declínio nesta sessão, o Ibovespa ⁠ainda acumula alta de 3,56% em abril.  

DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO ‌PN recuava 1,79%, em sessão ‌negativa para o setor no Ibovespa, com BRADESCO PN cedendo 2%, BANCO DO BRASIL ON perdendo 2,39% e SANTANDER BRASIL UNIT caindo 2,05%.  Na próxima semana, no dia 29,  Santander Brasil abre a temporada de resultados do primeiro trimestre do setor, e investidores ⁠devem voltar as atenções principalmente para o comportamento da inadimplência.

• VALE ON registrava declínio de 0,79%, mesmo em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado em Dalian encerrou a sessão do dia com alta de 0,32%, a 786,5 iuanes (US$115,32) a tonelada.

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• PETROBRAS PN subia ‌0,81% e PETROBRAS ON avançava 0,79%, acompanhando o movimento dos preços do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent mostrava elevação de 1,7%, a US$100,15. No setor, PETRORECONCAVO ⁠ON valorizava-se 3,36%, PRIO ON ganhava 0,52% e BRAVA ENERGIA ON registrava decréscimo de 0,13%.

• EMBRAER ON recuava 4,79%, refletindo em parte ajustes à queda de mais de 3% de seu ADR na véspera, em mais um pregão de correção, embora o papel ainda acumule alta de cerca de 5% no mês.

• IRB(RE) ON caía 3,34%, tendo de pano de fundo dados do ressegurador mostrando lucro líquido de R$11,5 milhões em fevereiro, abaixo dos R$30,2 milhões registrados no mesmo mês do ano passado, com piora no resultado de underwriting e no índice de sinistralidade.

• AZZA 2154 ON registrava acréscimo de 0,14%, tendo no radar anúncio de mudanças em sua estrutura organizacional, incluindo que a unidade Fashion&Lifestyle Women passará a ser liderada por Roberto Jatahy. A unidade Fashion&Lifestyle Men será assumida por David Python, CEO das unidades Basic e Shoes&Bags.

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