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Ibovespa fecha em queda firme pressionado por blue chips

24 jul 2026 - 17h10
(atualizado às 17h43)

O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda ‌de mais de 1%, pressionado pelas perdas em ações de peso do índice, como bancos e Petrobras, após uma sessão de forte recuo do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 1,52%, a 174.041,95 pontos. Na mínima, chegou a 174.041,95 pontos. Na máxima do dia, atingiu a 176.719,62 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 0,19%. O volume ⁠financeiro no pregão somou R$16,63 bilhões.

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O exterior seguiu no radar do agentes locais. Depois que fontes informaram ‌que a China havia iniciado um esforço para retomar as negociações de paz paralisadas entre os Estados Unidos e o Irã, os preços dos futuros do petróleo caíram mais de 4%, ‌após terem fechado acima de US$100 na sessão anterior pela ‌primeira vez desde maio.

Esse alívio no petróleo se refletiu nas ações da Petrobras, que registraram ⁠perdas ao longo do pregão, fazendo o Ibovespa se firmar no campo negativo e destoar dos demais ativos domésticos.

Os agentes também avaliaram as novas tarifas impostas a partir desta sexta-feira pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, devido a alegações de fiscalização frouxa das proibições ao trabalho forçado. O governo classificou de arbitrária e injustificada a decisão dos EUA de impor nova ‌tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros.

Contudo, o mercado espera pouco impacto concreto desse novo tarifaço na bolsa ‌brasileira.

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"Acreditamos que as novas tarifas ⁠impostas pelo governo norte-americano ⁠devem ter um impacto limitado no Ibovespa, uma vez que o movimento já havia sido amplamente precificado pelo mercado ⁠ao longo das últimas semanas", disse Luca Girardi, analista ‌de investimentos da Nomad.

DESTAQUES

• PETROBRAS ‌PN recuou 1,72% e PETROBRAS ON perdeu 2,36%, acompanhando a queda do petróleo no exterior. Os futuros do Brent LCOc1 fecharam a US$96,78 o barril, com queda de 3,88%.

• ITAÚ UNIBANCO PN caiu 1,08%, em uma sessão de perdas para o setor. BRADESCO PN recuou ⁠1,28% e SANTANDER BRASIL UNIT perdeu 1,09%, enquanto BANCO DO BRASIL ON recuou 2,77%.

• PETRORECONCAVO ON e PETRORIO fecharam em queda de 2,75% e 2,84%, respectivamente, figurando entre os destaques negativos do índice, também refletindo as perdas do petróleo.

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• VALE ON caiu 0,58%, em linha com as perdas da commodity no exterior. O contrato de minério de ‌ferro para setembro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou o pregão diurno com queda de 0,13%, a US$110,11 por tonelada. Na semana, o contrato recuou 2,37%.

• ⁠ISA ENERGIA PN despencou 7,16%, liderando as perdas do Ibovespa, após a companhia anunciar na madrugada desta sexta-feira que o seu conselho de administração aprovou a precificação de oferta primária de ações em R$27,00 por papel.

• CAIXA SEGURIDADE ON perdeu 5,21%, sendo uma das maiores quedas do índice. Analistas do JPMorgan cortaram a recomendação dos papéis para "underweight" ante avaliação neutra. Em nota publicada na noite de quinta-feira, os analistas citaram que o grupo vem apresentando desempenho significativamente superior ao mercado, mas sem revisão dos lucros.

• MBRF ON encerrou em queda de 4,81%, também figurando entre os destaques negativos do pregão. Em relatório, analistas do BTG Pactual escreveram que esperam que os resultados da companhia sejam, em linhas gerais, semelhantes aos divulgados no último trimestre. "As margens no mercado interno devem continuar sua tendência de queda, impulsionadas pelos preços mais baixos da carne suína, enquanto os custos permanecem, em geral, estáveis", disse o documento.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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