Ibovespa fecha em queda com correção e pesquisas eleitorais no radar

13 out 2026 - 17h14
(atualizado às 18h05)
Resumo
O Ibovespa caiu 1,04% nesta terça-feira, aos 206.887,52 pontos, em um movimento de realização de lucros após recordes recentes. O recuo foi influenciado pela cautela externa e pelas novas pesquisas eleitorais para o segundo turno, que indicam empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula. O pregão registrou perdas de grandes bancos, da Vale e do setor varejista, pressionado pela alta dos juros futuros, enquanto a Petrobras avançou e evitou uma queda ainda maior do índice.

O ‌Ibovespa encerrou a terça-feira em queda firme, após uma sessão marcada por realização de lucros depois dos recordes históricos da semana anterior, ao mesmo tempo em que investidores avaliaram as últimas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,04%, a 206.887,52 pontos, após marcar 206.146,15 na mínima e ⁠209.071,98 na máxima do dia.

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O volume financeiro no pregão desta terça-feira somou R$45,63 bilhões.

Na ‌volta do feriado, a bolsa brasileira passou por ajustes após atingir altas históricas na casa dos 209 mil pontos na última semana, embalada pelo resultado do primeiro ‌turno da disputa presidencial.

Desde então, o foco dos investidores ‌se voltou para as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno.

Levantamento ⁠BTG/Nexus divulgado nesta terça-feira mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48% das intenções de voto contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro levantamento do instituto após o primeiro turno da eleição, realizado em 4 de outubro. O resultado é um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, que é de ‌2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Também divulgada nesta terça, a pesquisa PoderData/Aya ‌mostrou Flávio com 51% e ⁠Lula 49%, empatados dentro ⁠da margem de erro de 1,8 ponto percentual.

Parte do mercado enxerga uma possibilidade maior de um ⁠ajuste fiscal em um eventual governo Flávio ‌Bolsonaro, embora o senador ainda ‌não tenha delineado um plano concreto de controle das contas públicas.

"Com o segundo turno em 25 de outubro e as pesquisas mostrando uma disputa apertada, o mercado deve continuar reagindo a cada novo levantamento", disse Maria Carolina Luchesi, especialista ⁠de investimentos da Hike Capital.

Segundo a profissional, com a maior cautela no exterior por conta da correção das empresas ligadas à inteligência artificial, "o cenário aponta para volatilidade elevada nas próximas semanas, o que não significa, necessariamente, uma reversão da tendência".

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Em Nova York, as bolsas tiveram desempenho negativo na maior ‌parte do dia, com as ações do setor de chips ampliando as perdas recentes e os investidores analisando os resultados trimestrais mistos do Citigroup e de outros ⁠grandes bancos dos EUA. O S&P 500 fechou em queda de 0,02%.

DESTAQUES

• VALE ON recuou 1,09%, pressionando negativamente o Ibovespa, em linha com o desempenho do preço do minério de ferro no exterior. O contrato de minério de ferro para janeiro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) na China encerrou o pregão com queda de 1,1%, US$101,11 por tonelada.

• ITAÚ UNIBANCO PN recuou 1,57%, em dia de perdas no setor. BRADESCO PN caiu 0,97% e BANCO DO BRASIL ON cedeu 1,58% enquanto SANTANDER BRASIL UNIT ganhou 0,17%.

• PETROBRAS PN subiu 1,52% e PETROBRAS ON avançou 0,72%, na contramão das perdas da commodity no exterior.

• MAGAZINE LUIZA ON caiu 7,04%, sendo um dos destaques negativos da bolsa e C&A MODAS ON caiu 5,96%, em dia de alta dos juros futuros.

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(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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