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Ibovespa fecha em alta com aval externo; Petrobras recua

9 jul 2026 - 17h11
(atualizado às 17h33)

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, orbitando ‌os 173 mil pontos, apoiado pelo viés positivo no exterior e avanço de ações de bancos, enquanto Petrobras figurou na ponta negativa com o recuo do petróleo no mercado internacional.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, Ibovespa subiu 1,22%, a 172.742,12 pontos, vindo de três quedas seguidas, período em que acumulou um declínio de quase 2%. 

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Na máxima do dia, chegou a 172.932,89 pontos. Na mínima, marcou 170.652,87 pontos.

O volume financeiro no pregão somou R$20,2 bilhões, em ⁠dia de feriado no Estado de São Paulo pela Revolução Constitucionalista de 1932. A B3 funcionou normalmente.

"Um pouco de recuperação ‌dos últimos dias que foram um pouco mais caóticos por causa da volta do conflito envolvendo Irã e Estados Unidos", classificou o advisor sênior da Blue3 Investimentos Rafael Stephano, sobre o desempenho do Ibovespa.

Ele não descarta, porém, uma ‌mudança no apetite a risco que permeou outros mercados nesta quinta-feira -- e ‌ajudou o Ibovespa -- se a tensão geopolítica aumentar.  "O nome do jogo agora é cautela", acrescentou. 

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O barril do ⁠petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 2,2%, a US$76,30, mesmo após uma nova troca de ataques entre os EUA e o Irã, com preocupações sobre problemas econômicos prevalecendo sobre os riscos de oferta da commodity.

Em Nova York, o índice acionário S&P 500 avançou 0,81%, com um rali nas ações do setor de chips.

DESTAQUES

• BTG PACTUAL UNIT valorizou-se 3,21%, puxando a melhora dos bancos do Ibovespa, com SANTANDER BRASIL UNIT terminando em alta de 2,54%, ‌BANCO DO BRASIL ON avançando 2,41%, BRADESCO PN subindo 1,75% e ITAÚ UNIBANCO PN terminando com acréscimo de 1,67%.

• PETROBRAS ‌PN caiu 1,11% e PETROBRAS ON recuou ⁠1,43%, acompanhando a queda do ⁠petróleo no mercado internacional. No noticiário do setor, o governo federal também decidiu prorrogar por até 60 dias o imposto de ⁠exportação sobre óleos brutos de petróleo, mantendo a alíquota vigente hoje, ‌de 12%.

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• VALE ON fechou em alta ‌de 0,62%, em sessão de variações modestas dos futuros do minério de ferro na China. Analistas do BTG Pactual reiteraram a recomendação de compra para a Vale, ressaltando que os papéis estão sendo negociados com desconto em relação às grandes mineradoras e que a companhia continua capaz de gerar um fluxo de caixa ⁠livre equivalente a aproximadamente 9% de seu valor de mercado, nível que eles consideram atrativo.

• SLC AGRÍCOLA ON subiu 4,39%, tendo como pano de fundo acordo envolvendo a aquisição de terras do Grupo Radar, que tem a Cosan como acionista. Após exercício de preferência de outros arrendatários, a companhia disse que adquirirá 8,9 mil hectares agricultáveis por R$669,04 milhões. COSAN ON subiu 2,93%. A holding receberá aproximadamente ‌R$586 milhões com a operação, que soma um valor total de R$1,85 bilhão e compreende um conjunto de propriedades de aproximadamente 41,2 mil hectares físicos localizadas no Mato Grosso, com uma área agricultável de culturas de 28 mil ⁠hectares.

• CURY ON subiu 4,37%, em dia de recuperação entre construtoras, com o índice do setor imobiliário da B3 avançando 2,81%. DIRECIONAL ON valorizou-se 0,87%, tendo também no radar a prévia operacional do segundo trimestre. MRV&CO ON, que deve divulgar seus números após o fechamento, fechou com elevação de 2,48%.

• NATURA ON caiu 0,47%, em ajuste ao movimento mais positivo da véspera, quando a fabricante de cosméticos indicou um desempenho muito mais fraco da receita das operações no Brasil no segundo trimestre. Analistas do Itaú BBA cortaram a recomendação dos papéis para "market perform", destacando que a recuperação da receita pode levar mais tempo do que previam anteriormente.

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• AZUL ON, que não é do Ibovespa, avançou 3,12%, em sessão com Investor Day da companhia aérea e estreia de suas American Depositary Shares (ADS) na Bolsa de Nova York. Na apresentação para o Investor Day, a empresa afirmou ter como meta para os próximos anos reduzir seu endividamento, chegando a uma relação de dívida líquida/Ebitda menor do que 1,5 vez até 2029. Em NY, a ADS fechou o dia em alta de 3,67%.

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