IBC-Br, prévia do PIB do Banco Central, sobe 0,51% em abril, abaixo do esperado

Mediana da pesquisa 'Projeções Broadcast' apontava para alta de 0,60%; estimativas do mercado, todas positivas, iam de 0,10% a 0,90%

17 jun 2026 - 10h26

BRASÍLIA - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) cresceu 0,51% em abril, na comparação com março, na série com ajuste sazonal, informou a autoridade monetária nesta quarta-feira, 17. Em março, o indicador havia caído 0,18% (revisado, de -0,67%).

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O resultado de abril ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para alta de 0,60%. As estimativas do mercado, todas positivas, iam de 0,10% a 0,90%.

Todas as aberturas do IBC-Br subiram na margem em abril. O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor da conta, aumentou 0,37%, após uma queda de 0,60% no mês anterior (revisado, de -0,93%). O indicador próprio da agropecuária avançou 0,04%, depois de ter recuado 0,14% (revisado, de -0,21%) em março.

Em comparação com abril de 2025, IBC-Br total cresceu 0,92% na série sem ajuste sazonal
Em comparação com abril de 2025, IBC-Br total cresceu 0,92% na série sem ajuste sazonal
Foto: André Dusek/Estadão / Estadão

O índice de serviços subiu 0,27% após ter caído 0,54% (revisado de -0,79%) no mês anterior; o da indústria aumentou 0,36%, após alta de 0,14% (revisado de -0,23%) em março; e o de impostos — equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) — subiu 0,26%, após aumentar 0,03% (revisado de -0,21%) no mês anterior.

O resultado reforça a leitura de que a economia segue resiliente no início do segundo trimestre, segundo o economista da Suno Research Rafael Perez. Ele destaca que os serviços seguem beneficiados pela retomada do consumo das famílias, enquanto a indústria tem registrado ganhos pelo setor de petróleo e gás, compensando a perda de tração na indústria de transformação. No setor agropecuário, segundo ele, a acomodação já era esperada, uma vez que o crescimento da produção costuma ficar concentrado nos três primeiros meses do ano.

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"O desempenho continua sustentado pelo avanço da renda das famílias, pelo mercado de trabalho aquecido e pelas medidas de estímulo implementadas pelo governo nos últimos meses", considera, em nota. Ele pondera, no entanto, que os efeitos defasados da política monetária restritiva devem voltar com mais intensidade ao longo do segundo semestre, o que tende a contribuir para uma desaceleração mais acentuada da atividade.

A Suno projeta crescimento de 0,6% para o PIB do segundo trimestre e próximo de 2% para o ano. "Esse cenário reforça a percepção de que o Banco Central deverá manter uma postura cautelosa, uma vez que a resiliência da atividade dificulta uma convergência mais rápida da inflação e reduz o espaço para cortes de juros no curto prazo", observa.

Para a Terra Investimentos, o crescimento de 0,51% do IBC-Br confirma sinal de aquecimento da atividade no início do segundo trimestre. A alta do indicador ficou abaixo do esperado pela corretora, que era avanço de 0,8%. "O desempenho positivo foi generalizado em abril, com indústria liderando as altas (0,4% na margem)", afirmam em nota os economistas João Maurício Rosal, Homero Guizzo e Luís Bettoni.

Para maio, a Terra projeta preliminarmente queda de 0,1% do IBC-BR na margem e expansão de 0,4% na comparação interanual.

Interanual

Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br total cresceu 0,92% na série sem ajuste sazonal — abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,45%. As estimativas do mercado iam de 0,25% a 2,30%.

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O índice ex-agropecuária cresceu 1,20% na comparação interanual, após alta de 4,17% (revisado de 3,90%) no mês anterior. O da agropecuária subiu 0,62%, após uma baixa de 0,51% (revisado de -0,73%) em março.

O indicador de serviços avançou 1,20%, após alta de 4,19% (revisado de 3,97%) no mês anterior. O índice da indústria cresceu 1,28%, depois de ter subido 2,72% (revisado de 2,27%). O índice de impostos aumentou 0,99%, após avançar 6,25% (revisado de 6,0%) em março./Com Gabriela Jucá e Maria Regina Silva

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