O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, garantiu neste sábado, 21, que a competitividade do Brasil não será afetada pelas tarifas globais de 10% impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que entram em vigor a partir da próxima terça-feira, 24.
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As novas tarifas, aplicadas na sexta-feira, 20, foram uma resposta de Trump à decisão da Suprema Corte americana que considerou ilegais, horas antes, o ‘tarifaço’ feito pelo americano no início de 2025.
"Nossa competitividade não é afetada, como já não era”, enfatizou Haddad em rápida conversa com jornalistas, na índia, onde participa de missão oficial com o presidente Lula.
O Brasil foi um dos países que teve 50% de taxas impostas aos produtos exportados para os Estados Unidos no ano passado. “Nós dissemos desde sempre que isso ia prejudicar o consumidor americano, que no café da manhã, no almoço e no jantar consome produtos brasileiros", declarou o ministro.
"O Brasil é grande demais para ser quintal de quem quer que seja. Nós temos que ser parceiros do mundo todo”, completou Haddad.
Ontem, logo após a decisão da Suprema Corte, Haddad também fez questão de ressaltar que o Brasil se comportou “diplomaticamente da maneira mais correta” para lidar com o tarifaço de Trump.