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Efeito imediato é favorável, diz Haddad sobre derrubada de tarifas impostas por Trump

O Brasil foi um dos países que teve 50% de taxas impostas aos produtos exportados para os Estados Unidos

20 fev 2026 - 14h11
(atualizado às 14h12)
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Haddad está na Índia, onde participa de missão oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Haddad está na Índia, onde participa de missão oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Lula Marques/Agência Brasil / Estadão

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira, 20, que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar a validade das tarifas do presidente Donald Trump terá efeito favorável para o Brasil e outros países.

O Brasil foi um dos países que teve 50% de taxas impostas aos produtos exportados para os Estados Unidos. As tarifas afetaram diversos setores da economia brasileira.

"O efeito imediato é evidentemente favorável aos países", afirmou em breve conversa com jornalistas na Índia, onde participa de missão oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a conversa, Haddad fez questão ainda de ressaltar que o Brasil se comportou “diplomaticamente da maneira mais correta” para lidar com o tarifaço de Trump. 

“O Brasil, em todos os momentos, se comportou diplomaticamente da maneira mais correta. Acreditou no diálogo, acreditou na disputa pelos canais competentes. Na contestação pelos canais competentes. Tanto na OMC quanto no judiciário americano. Estabeleceu uma relação diplomática, uma conversa direta para falar de temas relevantes”, afirmou o ministro.

Entenda decisão 

Suprema Corte dos EUA decide que aumento de tarifas imposto por Trump é ilegal:

Segundo a decisão  da Suprema Corte, Trump excedeu sua autoridade ao impor tarifas de importação generalizadas contra países do mundo todo, enfraquecendo uma das principais bandeiras do republicano desde que ele retornou ao poder.

Por placar de seis votos a três, o colegiado estabeleceu que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência, usada por Trump para justificar as barreiras comerciais, não o autoriza a impor tarifas, cuja definição é prerrogativa do Congresso.

Essa legislação data de 1977 e permite ao chefe de Estado enfrentar "ameaças extraordinárias" por meio da "regulamentação da importação" de "mercadorias estrangeiras", porém não faz referência a tarifas alfandegárias, que se tornaram o principal instrumento de política externa e comercial de Trump.

No ano passado, o presidente utilizou essa lei de forma sem precedentes na história americana para tarifar as importações de praticamente todos os países do mundo, inclusive aliados históricos dos EUA. 

Segundo a Suprema Corte, "se o Congresso tivesse a intenção de conferir o poder distinto e extraordinário de impor tarifas" por meio da lei de 1977, "teria feito isso expressamente, como tem feito consistentemente em outros estatutos tarifários".

Fonte: Portal Terra
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