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Governo Lula elabora medidas para mitigar efeitos do El Niño após reunião com 21 ministros

Ministra Miriam Belchior anunciou o reforço orçamentário de R$ 1,3 bi, com ampliação do estoque de milho e arroz para enfrentar o risco de quebra de safra

29 jul 2026 - 19h49
(atualizado às 19h50)

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu 21 ministros na manhã desta quarta-feira, 29, para discutir os possíveis efeitos do El Niño, que deve se intensificar ao longo deste semestre.

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A reunião não havia sido divulgada previamente pela Secretaria de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto, que só publicou a agenda do presidente na parte da tarde. O início do encontro foi aberto à imprensa, com uma apresentação da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e uma declaração de Lula.

Lula aproveitou sua fala para cobrar medidas de prefeitos e governadores sobre ações de combate a efeitos do El Niño
Lula aproveitou sua fala para cobrar medidas de prefeitos e governadores sobre ações de combate a efeitos do El Niño
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A ministra detalhou um plano transversal para mitigar os efeitos do fenômeno climático e anunciou o reforço orçamentário de R$ 1,335 bilhão, com ampliação do estoque de milho e arroz para enfrentar o risco de quebra de safra. Especialistas esperam excesso de chuvas no Sul, seca e incêndios no Norte e Nordeste e atraso de chuvas no Centro-Oeste.

Lula ainda aproveitou sua fala para cobrar medidas de prefeitos e governadores. "Isso aqui foi um estímulo para que todas as cidades, todos os governadores repitam o que foi feito aqui, para que a gente possa estar preparado para enfrentar qualquer que seja o efeito da crise climática."

Na semana passada, o governo Lula informou que resolveu antecipar para setembro deste ano a contratação de cinco usinas termelétricas que seriam acionadas futuramente, aumentando o custo da conta de luz em R$ 4,75 bilhões.

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Segundo o Executivo, a medida é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro diante do El Niño e do cenário geopolítico e não antecipar os contratos poderia gerar um custo maior para o consumidor.

Participaram da reunião desta quarta:

  • Miriam Belchior, ministra da Casa Civil;
  • Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública;
  • Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
  • Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária;
  • Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
  • Tomé Franca, ministro de Portos e Aeroportos;
  • Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
  • Eloy Terena, ministro dos Povos Indígenas;
  • José Guimarães, ministro da Secretaria de Relações Institucionais;
  • João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
  • José Múcio, ministro da Defesa;
  • Waldez Góes, ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional;
  • Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
  • Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;
  • Dario Durigan, ministro da Fazenda;
  • Márcia Lopes, ministra das Mulheres;
  • George Santoro, ministro dos Transportes;
  • Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento;
  • Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação Social;
  • Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Além dos titulares das pastas, também participaram: Cilair Abreu, ministro da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos substituto; Bárbara Oliveira, ministra da Igualdade Racial substituta; Mirna Quinderé, ministra de Estado das Cidades substituta; Cristiane Batiston, diretora-presidente, interina, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA); Silvio Porto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); e Edivaldo Miranda, diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

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