O governo do Rio Grande do Sul informou que a Receita Estadual atingiu a marca de 2 mil suspensões de inscrições estaduais de empresas consideradas irregulares desde a criação da Central de Monitoramento de Operações (CMO), em setembro de 2023. A iniciativa integra o programa Receita 2030+ e tem como foco o combate às fraudes fiscais por meio do cruzamento de dados, monitoramento em tempo real e identificação antecipada de irregularidades. Segundo o Estado, a medida busca evitar prejuízos aos cofres públicos relacionados ao não recolhimento de ICMS e combater a concorrência desleal.
De acordo com a Receita Estadual, houve crescimento superior a 70% no número de suspensões no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Grande parte das empresas suspensas é classificada como "noteira", criada de forma fraudulenta apenas para emitir notas fiscais frias em operações fictícias. O governo destacou ainda que cerca de 40% das suspensões atualmente ocorrem em até 90 dias após a abertura das empresas, indicando maior agilidade na identificação de possíveis fraudes antes que gerem prejuízos mais elevados.
A Central também vem ampliando a integração com outros fiscos estaduais e intensificando o uso de procedimentos remotos e intimações eletrônicas para alcançar empresas em diferentes regiões do Estado. Segundo o governo, as informações obtidas pela CMO contribuem para operações fiscais mais amplas e investigações sobre esquemas complexos de sonegação, incluindo ações em setores específicos, como o de bebidas. A Receita Estadual afirma que o modelo seguirá sendo aprimorado com novas tecnologias, qualificação de equipes e ampliação da cooperação entre órgãos de fiscalização.