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Governo central tem déficit de R$ 53,2 bilhões em maio, aponta Tesouro

Arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 266,8 bilhões, maior resultado para meses de maio desde 2000, segundo dados da Receita

29 jun 2026 - 13h56

BRASÍLIA - As contas do governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) tiveram déficit primário de R$ 53,257 bilhões em maio, após um resultado positivo de R$ 25,198 bilhões em abril, informou o Tesouro nesta segunda-feira, 29.

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O déficit de maio veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava para um resultado negativo de R$ 53,2 bilhões. As estimativas do mercado, todas de déficit, variavam de R$ 56 bilhões a R$ 43,6 bilhões.

Governo central tem déficit primário de R$ 44,385 bilhões no acumulado até maio de 2026
Governo central tem déficit primário de R$ 44,385 bilhões no acumulado até maio de 2026
Foto: Fabio Motta/Estadão / Estadão

O déficit primário do mês passado foi maior do que o registrado em maio de 2025, quando o saldo nas contas do governo central foi negativo em R$ 40,249 bilhões. Esse foi o pior resultado para o mês de maio desde 2024, quando houve déficit de R$ 60,408 bilhões.

As despesas do governo central cresceram 9,4% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2025, já contabilizando a inflação do período. As receitas totais tiveram alta real de 5,5%, na mesma base de comparação.

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No mês passado, a arrecadação do governo com impostos e contribuições federais somou R$ 266,793 bilhões, o maior resultado para meses de maio desde 2000, segundo dados da Receita Federal.

Governo aumentou estimativa de superávit primário de 2026

O governo central tem déficit primário de R$ 44,385 bilhões no acumulado até maio de 2026. No mesmo período de 2025, o resultado era positivo em R$ 32,940 bilhões, sem correção pelo IPCA. As despesas têm alta real de 13% na soma do ano, enquanto as receitas totais sobem 4,3% acima da inflação.

No acumulado de 12 meses até maio, o déficit primário do governo central soma R$ 142,3 bilhões, o equivalente a 1,06% do Produto Interno Bruto (PIB). As despesas obrigatórias somam 17,71% do PIB, e as discricionárias, 1,85%.

A meta fiscal de 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, com tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos.

No Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do segundo bimestre, o governo aumentou a estimativa de superávit primário de 2026, já considerando as exceções para o cumprimento da meta, de R$ 3,5 bilhões, estimado no primeiro relatório, para R$ 4,1 bilhões. Sem deduzir R$ 64,4 bilhões de exceções, o resultado esperado para o ano é negativo em R$ 60,3 bilhões.

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