A companhia aérea Gol anunciou na madrugada desta terça-feira prejuízo líquido de R$1,40 bilhão para o quarto trimestre de 2025, em comparação com prejuízo de R$5,12 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
A empresa teve um desempenho operacional medido pelo Ebitda de R$1,64 bilhão, dos R$443 milhões negativos apurados no quarto trimestre do ano passado.
A receita líquida do grupo cresceu 10,5% para R$6,10 bilhões, com crescimento de quase 12% no transporte de passageiros.
O grupo, porém, observou queda de 4,5% na receita líquida total por assento ofertado por quilômetro, e de 4,2% na receita de passageiros unitária no mesmo período, devido ao repasse da variação cambial às tarifas.
A companhia informou que os custos totais apresentaram alta de 13,1% nos últimos três meses de 2025 ante o mesmo período de 2024, "com impacto significativo do aumento de depreciações e de manutenção".
Este aumento foi "resultante de custos de devolução de aeronaves e do programa de recuperação de frota, além de custos maiores em razão da expansão operacional".
A alavancagem líquida da Gol encerrou dezembro em 3,2 vezes, bem abaixo do nível de 6,3 vezes de um ano antes, refletindo o processo de reestruturação concluído ao longo do ano.
A Gol saiu de um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos no início de junho de 2025.
A companhia afirmou que a liquidez somava ao final de dezembro R$5,5 bilhões, sendo R$3,0 bilhões em caixa disponível e R$2,5 bilhões em recebíveis de cartões de crédito.