G7 está pronto para agir diante da disparada do petróleo mas adia a utilização de reservas

9 mar 2026 - 14h47

Os países do G7 disseram nesta segunda-feira que ‌estão preparados para implementar "medidas necessárias" em resposta à disparada dos preços globais do petróleo, mas não se comprometeram a liberar reservas de emergência apesar de os preços terem ultrapassado US$119 por barril em meio à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

"Ainda não chegamos lá", disse ⁠o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, a repórteres em Bruxelas, ‌depois de realizar uma reunião por teleconferência com os ministros das Finanças do G7.

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"O que acordamos foi usar todas as ferramentas necessárias, se ‌for necessário para estabilizar o mercado, incluindo a ‌possível liberação dos estoques necessários."

Os preços do petróleo atingiram seus ⁠níveis mais altos desde meados de 2022 nesta segunda-feira, impulsionados por temores de interrupção prolongada do transporte marítimo e redução da produção de alguns dos principais produtores, cautelosos com a escalada do conflito.

Uma autoridade do G7 disse à Reuters que havia um "amplo consenso" para não liberar as reservas ‌nesta fase. "Não é que alguém esteja contra, é apenas uma questão de tempo. ‌São necessárias mais análises", ⁠disse a autoridade, ⁠acrescentando que a decisão final caberia aos líderes do G7.

Lescure, cujo país ocupa a ⁠presidência do G7 este ano, disse ‌que atualmente não há ‌problemas de abastecimento na Europa ou nos EUA .

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As economias ocidentais coordenam seus estoques estratégicos de petróleo por meio da Agência Internacional de Energia, sediada em Paris, que foi criada após a crise do petróleo ⁠da década de 1970.

"Estamos prontos para tomar as medidas necessárias, inclusive para apoiar o fornecimento global de energia, como a liberação de estoques", disseram os ministros das Finanças do G7 em uma declaração conjunta.

O diretor da AIE, Fatih Birol, pressionou pela ‌liberação das reservas, disse o ministro das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, cujo país detém um dos maiores estoques de petróleo do mundo.

Os ⁠países membros da AIE são importadores de petróleo e são obrigados a manter em estoque o equivalente a pelo menos 90 dias de importações.

A AIE coordenou a maior liberação coletiva de sua história em 2022, quando os membros liberaram mais de 180 milhões de barris de petróleo após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

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Os membros da AIE detêm mais de 1,2 bilhão de barris de estoques públicos emergenciais de petróleo e outros 600 milhões de barris de estoques da indústria são mantidos sob obrigação governamental.

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