Frente Parlamentar da Agropecuária, maior bancada do Congresso, declara apoio a Flávio Bolsonaro

Posicionamento foi entregue em carta pela senadora Tereza Cristina, vice-presidente da frente, ao candidato do PL em live

1 out 2026 - 23h27
(atualizado em 2/10/2026 às 00h05)
Resumo
A Frente Parlamentar da Agropecuária declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Maior bancada do Congresso, com 345 membros, o grupo justificou a decisão pela convergência de pautas com o setor e forte descontentamento com o atual governo federal. Líderes da bancada afirmaram que a adesão busca viabilizar a mudança no comando do País já no primeiro turno, enquanto o candidato prometeu estabilidade e mais recursos para o Plano Safra e seguro rural.

BRASÍLIA - A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) declarou na noite desta quinta-feira, 1º, apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

"A decisão reflete a convergência das diretrizes do plano de governo do candidato com as prioridades, necessidades e demandas urgentes do setor", disse a bancada em nota.

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Maior e mais influente bancada do Congresso Nacional, a FPA possui 345 parlamentares membros.

Posicionamento da FPA foi entregue em carta pela senadora Tereza Cristina, vice-presidente da frente, a Flávio Bolsonaro, em participação em live do candidato
Posicionamento da FPA foi entregue em carta pela senadora Tereza Cristina, vice-presidente da frente, a Flávio Bolsonaro, em participação em live do candidato
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado / Estadão

O posicionamento da FPA foi entregue em carta pela senadora Tereza Cristina, vice-presidente da frente, a Flávio Bolsonaro, em participação em live do candidato.

"O agro está com você, o agro está com Flávio Bolsonaro", disse a senadora, pedindo mobilização dos produtores rurais para a votação "para tirar o PT". Ao receber a carta, Flávio Bolsonaro agradeceu o apoio e disse que terá "sempre compromisso com o agro, com estabilidade, previsibilidade, mais recursos para Plano Safra e para seguro rural".

Na manifestação, a FPA afirma ainda que acredita que "será possível, a partir de 2027, alcançar no Congresso soluções que tragam um novo ambiente econômico de estabilidade, previsibilidade e prosperidade".

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"O campo seguirá de pé, com responsabilidade, independência e disposição para garantir a segurança alimentar dos brasileiros e construir o futuro do nosso País", concluiu a FPA na carta.

A FPA estava "neutra" até o momento na disputa eleitoral, apesar do alinhamento do presidente da bancada deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) ao presidenciável. Em 2022, a bancada também declarou apoio à reeleição do então presidente Jair Bolsonaro (PL) no 1º turno.

Lupion afirmou que o apoio declarado da bancada à candidatura de Flávio Bolsonaro "responde ao momento político do País". A diretoria da frente foi consultada quanto à decisão, disse ele.

"Depois de o presidente da República ter fala desastrosa ao setor produtivo em Santa Catarina, dizendo que o setor teria de se ajoelhar a ele, falando no Paraná que a culpa do preço do alimento era do agro e para comer ovo se não houver carne, não podíamos nos furtar da responsabilidade de auxiliar na mudança do País", afirmou Lupion em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast.

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Para o presidente da FPA, a polarização da eleição já no primeiro turno mostrou a inviabilidade de qualquer outro candidato. "A mudança no País é extremamente necessária. O setor produtivo está completamente afetado pelas decisões políticas do atual governo, principalmente as questões econômicas com déficit primário de quase R$ 64 bilhões, passando de R$ 10 trilhões de dívida pública, com o PIB cobrindo essa dívida, famílias endividadas e afetando diretamente o bolso do produtor", afirmou Lupion, citando elevado custo de produção, dificuldade no abastecimento de diesel e baixo alcance da renegociação das dívidas rurais.

"Apresentamos 144 emendas e o relator, deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara, rejeitou todas elas. É o tipo de demonstração às vésperas da eleição de que esse governo realmente não quer diálogo conosco", argumentou.

O líder da bancada agropecuária disse ainda que o setor trabalha para trocar o atual governo pela "sobrevivência do agronegócio no Brasil". "A possibilidade clara de voto útil no primeiro turno nos fez tomar essa decisão antes de entrar no segundo turno, se é que ele vai ocorrer", acrescentou.

Lupion acredita que, caso eleito, Flávio Bolsonaro manterá trânsito e aproximação do agronegócio junto ao governo, como fez o pai ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na época, a bancada foi consultada quanto à escolha do ministro da Agricultura, recomendando o nome da hoje senadora Tereza Cristina.

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Segundo Lupion, ele e Tereza Cristina já participaram da elaboração do plano de governo de Flávio Bolsonaro e são consultados por questões ligadas ao agro pela campanha. Flávio Bolsonaro, como senador, é membro da FPA. "Temos uma grande maioria dentro da FPA que é apoiadora da mudança da presidência e, com certeza, ajudaremos o futuro governo Flávio Bolsonaro", apontou.

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