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FMI eleva projeções de crescimento do Brasil em 2026 e 2027, prevendo desaceleração no próximo ano

8 jul 2026 - 10h15

O Fundo ‌Monetário Internacional melhorou suas projeções para a economia do Brasil em 2026 e em 2027, mas passou a ver uma desaceleração da atividade no próximo ano, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira.

A atualização do relatório Perspectiva Econômica Global mostrou ⁠que o FMI agora vê expansão de 2,4% do Produto Interno ‌Bruto este ano, acima do 1,9% calculado em abril.

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Para o ano que vem, o Fundo elevou sua estimativa em ‌0,2 ponto percentual, mas ainda assim ‌a taxa de crescimento esperada de 2,2% fica abaixo ⁠da de 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia adiantado na semana passada que o FMI iria reajustar a projeção para a economia do Brasil em 2026.

O desempenho esperado agora para este ano fica ligeiramente acima do avanço de 2,3% ‌do PIB que o Brasil registrou em 2025, que foi ‌o pior desde 2020, ⁠segundo dados ⁠do IBGE.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB brasileiro cresceu 1,1% ante ⁠os três meses imediatamente anteriores, ‌no resultado trimestral mais ‌forte em um ano.

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A projeção do FMI para este ano é melhor do que a do Ministério da Fazenda, que previu em maio uma expansão de 2,3%, e ⁠que a do Banco Central, de 2,0%.

As contas do Fundo também são mais otimistas que as do mercado, que vê crescimento de 1,99% em 2026 e de 1,69% em 2027, de acordo com a ‌mais recente pesquisa Focus divulgada pelo BC.

Para a América Latina e Caribe, o FMI vê agora expansão de 2,4% em ⁠2026 (alta de 0,1 ponto percentual sobre o estimado em abril) e de 2,7% em 2027 (estável).

No caso das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, o crescimento foi estimado em 3,8% este ano, uma queda de 0,1 ponto, indo a 4,5% no próximo, alta de 0,3 ponto na comparação com abril.

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"As revisões são heterogêneas, refletindo diferenças na dependência de commodities, na exposição geográfica, nas remessas e receitas de turismo, na sensibilidade às condições financeiras e na posição ocupada na cadeia global de valor da tecnologia", disse o FMI.

(Edição de Isabel Versiani)

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