FMI cita impacto positivo da guerra e eleva projeção para PIB do Brasil em 2026, mas piora para 2027

14 abr 2026 - 10h20

O Fundo Monetário Internacional ‌elevou a perspectiva de crescimento do Brasil este ano citando um pequeno impacto positivo da guerra no Oriente Médio já que o Brasil é exportador de petróleo, mas piorou o cenário para 2027, mostrou relatório divulgado nesta terça-feira.

Em seu relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI passou a ver uma expansão ⁠do Produto Interno Bruto em 2026 de 1,9%, 0,3 ponto percentual acima ‌da projeção feita em janeiro, mas o mesmo ritmo estimado pelo Fundo em outubro do ano passado.

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Ainda assim, o desempenho fica abaixo do avanço ‌de 2,3% do PIB que o Brasil registrou ‌em 2025, que foi o pior desde 2020, segundo dados do ⁠IBGE.

"A guerra deve ter um pequeno efeito positivo em 2026, já que o país é exportador de energia, impulsionando o crescimento em cerca de 0,2 ponto percentual", apontou o FMI.

A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do ‌petróleo mundial, e vem elevando os preços do combustível e provocando preocupações com ‌a inflação.

A perspectiva do ⁠FMI para a ⁠economia brasileira é melhor do que a do Banco Central, mas fica abaixo do cenário ⁠visto pelo Ministério da Fazenda.

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Em março, ‌o Banco Central projetou um ‌crescimento econômico de 1,6%, apontando incerteza mais elevada no cálculo diante da guerra no Oriente Médio. Já o Ministério da Fazenda previu uma expansão de 2,3% para o PIB de 2026.

O mercado, segundo a ⁠pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,85% neste ano.

Para o ano que vem, entretanto, o FMI reduziu a perspectiva de crescimento do Brasil frente ao estimado em janeiro em 0,3 ponto percentual, a 2,0%.

O corte refletiu uma perspectiva de desaceleração ‌da demanda global, com custos mais altos de insumos (incluindo fertilizantes) e condições financeiras mais apertadas, segundo o Fundo.

"Reservas internacionais adequadas, baixa dependência de dívida ⁠em moeda estrangeira, grande colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível devem ajudar o país a absorver o choque", ponderou o FMI.

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As perspectivas do FMI para o Brasil neste ano e no próximo ficaram abaixo das projeções para a América Latina e Caribe, cujas expectativas de crescimento são de respectivamente 2,3% e 2,7%.

"O impacto do conflito no Oriente Médio dentro da região é heterogêneo, com as economias menores sendo afetadas de forma mais negativa", alertou o FMI.

As contas do Fundo para a economia brasileira também são piores do que as das Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento, das quais o Brasil faz parte, que o Fundo projetou em 3,9% e 4,2%.

(Edição de Isabel Versiani)

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