O FMI projeta que a economia global cresça cerca de 3% em 2026, tendo resistido ao choque energético no Oriente Médio melhor que o previsto. No entanto, o órgão alerta que os riscos continuam altos: os preços de petróleo e gás seguem elevados, as dívidas públicas aumentam e a desinflação estagnou. Embora as expectativas inflacionárias tenham subido recentemente, o Fundo destaca que elas permanecem bem ancoradas no longo prazo.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta quinta-feira que a economia global resistiu ao choque de energia causado pela guerra no Oriente Médio melhor do que o esperado e que a produção econômica global ainda deve crescer cerca de 3% em 2026, mas alertou que os riscos continuam elevados.
Julie Kozack, porta-voz do FMI, afirmou que os preços do petróleo e do gás continuam elevados e que o choque de energia decorrente da guerra ainda não terminou. As pressões da dívida global também estão aumentando e o processo de desinflação após a crise do custo de vida de 2022 estagnou, disse ela a repórteres.
Kozack afirmou em uma coletiva de imprensa regular do FMI que as expectativas de inflação global aumentaram, mas permanecem bem ancoradas no longo prazo.