O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista, segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com o segundo turno definido, a eleição deve continuar influenciando a precificação dos ativos brasileiros.
O mercado brasileiro inicia a segunda-feira (5) repercutindo o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista, segundo os resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Com o segundo turno definido, a eleição deve continuar influenciando a precificação dos ativos brasileiros. Os investidores passam a acompanhar as expectativas em torno dos rumos das políticas econômica e fiscal enquanto a disputa avança.
A reação já apareceu nos mercados internacionais. Os ADRs da Petrobras chegaram a subir mais de 7,5% e registravam alta de 5,08% às 21h55 (horário de Brasília), no aftermarket. Os papéis da Vale avançavam 5%, enquanto os ADRs do Itaú subiam 7,92%.
No exterior, os mercados têm desempenho misto, com os índices futuros de Nova York pressionados pelos rendimentos elevados dos Treasuries, enquanto os investidores aguardam a divulgação da ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed), prevista para quarta-feira (7).
Os mercados também ajustam suas expectativas para os próximos passos da política monetária americana após dados mais fracos do mercado de trabalho em setembro reduzirem as apostas em uma nova alta de juros em outubro. Ainda assim, os rendimentos elevados dos Treasuries continuam limitando o apetite por risco.
Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, impulsionadas pelas ações de tecnologia e pela redução das apostas em uma nova alta de juros pelo Fed. Já na Europa, as bolsas operam mistas, com destaque negativo no mercado de Paris diante das preocupações com a situação fiscal.
No campo geopolítico, forças do governo do Iêmen iniciaram uma ofensiva para retomar o controle do estreito de Bab el-Mandeb, passagem estratégica para o abastecimento global de energia atualmente nas mãos dos houthis, grupo apoiado pelo Irã. Com apoio da Arábia Saudita, as tropas do governo ocuparam grande parte do distrito de Dhubab, às margens do estreito.
Apesar da tensão geopolítica, o petróleo segue pressionado pelo aumento das exportações do Oriente Médio e pela liberação de reservas de emergência pelos países do G7.
Os contratos futuros da commodity operam sem direção única em meio à tensão persistente no Oriente Médio, enquanto os investidores monitoram a liberação planejada de estoques emergenciais de petróleo e diesel pelos países do G7.
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