Quer mudar de emprego em 2026? Headhunter dá dicas para candidatos

15 jan 2026 - 06h19
Resumo
A pesquisa da Robert Half aponta que 61% dos profissionais planejam trocar de emprego em 2026, motivados por crescimento, remuneração e qualidade de vida, enquanto especialistas destacam a importância de estratégia, clareza e coerência nos processos seletivos.
Foto: Freepik

O início de 2026 encontra um mercado de trabalho mais aquecido e profissionais mais confiantes para repensar seus próximos passos de carreira. Uma pesquisa da Robert Half, divulgada neste início de ano, aponta que 61% dos profissionais planejam procurar um novo emprego ao longo de 2026, impulsionados pela queda do desemprego e por melhores perspectivas de movimentação no mercado.

Entre os profissionais que pretendem mudar de empresa, mas permanecer na mesma área, os principais motivadores são melhores oportunidades de crescimento (45%), maior remuneração (42%), novos desafios (31%), possibilidade de trabalho remoto ou híbrido (31%) e pacote de benefícios mais atrativo (29%).

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Já entre aqueles dispostos a mudar de profissão, o fator financeiro ganha ainda mais peso, com destaque para busca por maior remuneração (63%), mais qualidade de vida (39%), realização pessoal (29%), aprendizado de algo novo (27%) e maior flexibilidade (24%).

Para Natalia Assarito, sócia e cofundadora da Elara Partners, o movimento é consistente, mas exige mais estratégia do que impulso. “2026 não é um ano para trocar de emprego por ansiedade. O mercado está mais aberto, mas também mais criterioso. Quem se movimenta melhor é quem sabe explicar com clareza o porquê da mudança e o que entrega de valor”, afirma.

Como se posicionar melhor no LinkedIn e nos processos seletivos

Segundo Natalia, um dos principais desafios dos candidatos é superar filtros automatizados sem perder autenticidade. “Não se trata de ‘enganar algoritmos’, mas de estruturar o perfil de forma estratégica. Títulos objetivos, palavras-chave alinhadas à função e descrições claras de impacto real fazem diferença. Perfis genéricos tendem a desaparecer nos filtros iniciais”, explica.

Na etapa de entrevistas, a recomendação é abandonar discursos ensaiados. “O que mais pesa hoje é a coerência. Bons candidatos sabem falar sobre resultados concretos, decisões difíceis que tomaram, aprendizados e limites. Narrativas vagas ou excessivamente promocionais costumam gerar desconfiança”, diz.

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O que fazer:

    Ter clareza sobre o motivo da mudança e o próximo passo desejado

    Ajustar o LinkedIn para refletir resultados, não apenas cargos

    Preparar argumentos objetivos sobre impacto, entregas e aprendizados

    Avaliar se a oportunidade faz sentido para a empresa e para a própria trajetória

O que evitar:

    Candidatar-se a vagas sem aderência real ao perfil

    Criticar empregadores anteriores durante entrevistas

    Basear a decisão apenas em salário ou status

    Adotar discursos genéricos ou inconsistentes sobre carreira

“Uma boa contratação precisa funcionar para os dois lados. Para a empresa, como decisão estratégica de negócio. Para o profissional, como um movimento coerente de carreira. É assim que se constroem relações duradouras”, conclui Natalia.

(*) Homework inspira transformação no mundo do trabalho, nos negócios, na sociedade. É criação da Compasso, agência de conteúdo e conexão.

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