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Falta de balanço do BRB emperra empréstimo para Distrito Federal

Fundo Garantidor de Créditos (FGC) diz que sem balanço não empresta dinheiro; governadora afirma que, se balanço for publicado antes de empréstimo, banco é liquidado

11 ago 2026 - 13h04

BRASÍLIA - A falta do balanço do Banco de Brasília (BRB) com as informações financeiras de 2025 travou a concessão de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao Distrito Federal.

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O governo do Distrito Federal pediu o empréstimo para cobrir o rombo do Banco Master no BRB. O Banco de Brasília, no entanto, não publicou o balanço financeiro de 2025, que mostraria o tamanho do prejuízo, e está atrasado com a divulgação desde 31 de março deste ano.

O balanço com as demonstrações financeiras de 2025 "trata-se de documentação essencial à avaliação da situação econômico-financeira da instituição associada e, por conseguinte, à adequada apreciação do pleito formulado", disse o FGC em documento enviado à governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), no dia 6 de agosto.

"Sem que a análise possa ser concluída pelo FGC, o Fundo se encontrará impedido de atestar a suficiência do montante requerido para assegurar a viabilidade econômico-financeira da operação ao Banco BRB, o que encontra óbice estatutário ao FGC", afirma a carta assinada pelo presidente do fundo, Daniel Ferreira Lima.

No domingo, 9, três dias após receber o alerta do FGC, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, disse que, se o BRB publicasse o balanço antes de receber o aporte financeiro, o banco seria liquidado. "O balaço não pode ser publicado antes de pegar o empréstimo, se não o banco é liquidado", disse Celina, após participação em debate entre os candidatos ao governo do DF promovido pela TV Band.

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Tecnicamente, a falta de um empréstimo não impede a publicação do balanço do BRB, que é obrigatória por lei até o dia 31 de março. O banco está recebendo multa do Banco Central desde então. Além disso, a autoridade monetária pode tomar uma medida a qualquer momento, se entender necessário. A cúpula do banco, porém, quer garantir o aporte do Distrito Federal para só depois publicar o balanço, mostrando o tamanho do prejuízo com o Master, junto com a solução para o patrimônio da instituição.

Além do entrave no FGC, o Distrito Federal enfrenta dificuldade para conseguir o aval de bancos privados para a operação. Conforme o Estadão revelou, as instituições privadas não aceitam ser avalistas do negócio sem uma contragarantia do Tesouro Nacional ou dos bancos públicos Banco do Brasil e Caixa Econômica.

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