O conglomerado Cosan não tem planos de venda neste momento de participação em sua controlada Moove, produtora e distribuidora de óleos lubrificantes, disse o CEO da companhia, Marcelo Martins, nesta segunda-feira.
"Falar em IPO (oferta inicial de ações) da Moove neste momento não é adequado", acrescentou ele, durante teleconferência para comentar os resultados da Cosan.
Ele disse que a companhia aguarda mais "construção de valor" pela Moove.
A Cosan, que busca simplificar suas operações e vender ativos para reduzir o endividamento, segue em conversas com interessados em fatia da empresa na empresa de logística Rumo, disse Martins.
"Estamos falando com (eventuais) compradores e não temos notícia para dividir com o mercado", disse o executivo, lembrando que a empresa publicará qualquer informação sobre o processo quando receber proposta vinculante.
Já o CFO da Cosan, Rafael Bergman, cuja saída da empresa a partir de 1º de setembro foi anunciada na última sexta-feira, disse que a empresa tem o objetivo de seguir com o processo de "monetização" dos ativos da Radar, do setor de propriedades agrícolas.
Bergman notou ainda que as principais fontes de desalavancagem da Cosan seguirão sendo "os movimentos de portfólio", e não o aumento de dividendos das controladas.
As mudanças na administração da Cosan, incluindo a saída de Bergman, que renunciou ao cargo, têm relação com o processo de simplificação e redução de despesas do conglomerado, disse Martins.
Além de Bergman, a vice-presidente Jurídica da Cosan, Maria Rita de Carvalho Drummond, também renunciou.
A Cosan anunciou que o cargo de diretor vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da companhia será ocupado por José Cezário Menezes de Barros Sobrinho, executivo que já ocupou essa mesma posição na Rumo. A área jurídica passará a reportar para o novo CFO.